Caldas Sport Clube 1954/55

Caldas Sport Clube 1954/55

domingo, 16 de dezembro de 2018

2.ª Divisão (Zona Norte) - Época 1961/1962 - 2.ª volta

14.ª Jornada: TORREENSE, 1 - CALDAS, 1 (21 de Janeiro de 1962).

Na crónica do jornalista Augusto Silva, do Jornal "Mundo Desportivo", publicada na edição de 22 de Janeiro de 1962, titulava-se: "Resultado certo num encontro movimentado".

Campo das Covas, em Torres Vedras,

Árbitro: Pena da Silva, de Lisboa,

SPORT CLUBE UNIÃO TORREENSE: Pinheiro; Cacimbo, Humberto e Abílio; Bernardes e José da Costa; Bezerra, Aníbal, Carlos António, Narciso e Mendes. Treinador: Janos Hrotkó.

CALDAS SPORT CLUBE: Rita; Rogério, João Resende e Quim; Orlando e Vasco Oliveira; Lenine, Rui, Gonzalez, António Pedro e Cardoso. Treinador/Jogador: António Pedro.

Ao intervalo: 1-0.

Estavam decorridos 28 minutos de jogo quando os locais obtiveram o golo. Dentro da grande área dos visitantes, CARLOS ANTÓNIO elevou-se muito bem e, de cabeça, tocou o esférico para as malhas sem possibilidades de defesa para Rita.

Os visitantes estabeleceram a igualdade aos 17 minutos (62 minutos), VASCO OLIVEIRA, de posse do esférico, correu pelo centro do terreno. Ao seu encontro veio Humberto, que falhou a entrada do lance. Como o caminho da baliza completamente livre, o médio caldense nada mais teve que correr para lá, Pinheiro saiu, mas Vasco Oliveira, habilidosamente, rematou fora do seu alcance.


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "Mundo Desportivo"): Como era de prever, o sempre apreciado «derby» regional despertou uma onda de entusiasmo no enfraquecido interesse que esta época estão a demonstrar tanto os torrienses como os caldenses. Deste modo, houve toda aquela série de pequenos episódios que, dentro e fora do campo, costumam assinalar esta espécie de encontros. [No primeiro tempo] a equipa da casa, cheia de juventude, pareceu logo desde o início, disposta a dominar...A verdade é que, passados os primeiros minutos, os visitantes começaram a deparar cada vez com maiores dificuldades, não se adaptando de maneira alguma ao sistemático jogo alto que o adversário impunha...Durante muito tempo o Caldas foi uma equipa bastante desorganizada. Foi o período de brilhar a grande altura o seu defesa central João Resende, sempre uma barreira intransponível para os avançados de Torres Vedras. Demonstrando uma antevisão das jogadas verdadeiramente impressionante, não só mandou na sua zona como respondeu pela dos laterais, sempre que estes eram batidos…[No segundo tempo] os caldenses revelaram as suas intenções: foi na sistemática procura de um jogo organizado e rente ao solo capaz de envolver e enlear a defesa de Torres Vedras...António Pedro, no estilo discreto que a sua veterania ainda permite, passou a conduzir jogo a lançar passes em profundidade, a procurar meter o esférico nos espaços vazios…[dando origem ao golo aos 17 minutos, numa] finalização justa de uma série de jogadas bem concebidas daquelas em que tem tudo é músculo...O melhor jogador em campo, em plano superior mesmo, foi o cabo-verdiano João Resende…


15.ª Jornada: CALDAS, 0 - PENICHE, 2 (04 de Fevereiro de 1962).

Na crónica do jornalista Sousa Varela do Jornal "A Bola", publicada na edição de 05 de Fevereiro de 1962, titulava-se: "Quando os atacantes de atacantes só têm o nome".

Campo da Mata, nas Caldas da Rainha,

Árbitro: Manuel Paiva, de Lisboa,

CALDAS SPORT CLUBE: Rita (substituído por Vítor, aos 31 minutos); Rogério e Quim; Orlando, João Resende e António Pedro; Lenine, Rui, Gonzalez, Vasco Oliveira e Cardoso. Treinador/Jogador: António Pedro.

GRUPO DESPORTIVO DE PENICHE: Aurélio (ex: Caldas); Franco e Tito; Medeiros, Varela e Lídio; Rogério, Manuel Jorge, Rosário, Duarte e Correia Dias. Treinador: Ramon Ibãnez.

O resultado foi feito na primeira parte com golos de MANUEL JORGE, numa recarga a um remate de Duarte rechaçado por Rita e CORREIA DIAS, de grande penalidade, aos 31 e 33 minutos.


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "A Bola"): Iniciada a partida logo o Peniche, lançando-se para a frente com entusiasmo, conseguiu dois «cantos» quase seguidos, mas de cuja marcação nada resultou. Os jogadores de ambas as turmas acusavam grande nervosismo e as jogadas não se apresentavam ligadas, com muitos ressaltos de bola a provocar lances fortuitos mas por vezes perigosos...Na segunda parte, o Caldas fez alterações na equipa: João Resende passou para avançado-centro  e Faustino Gonzalez para defesa central. O jogo passou a ser disputado com mais equilíbrio mas não surgiram quaisquer oportunidades de golo às duas equipas.


16.ª Jornada: BOAVISTA, 2 - CALDAS, 0 (11 de Fevereiro de 1962).

Na crónica do jornalista Pereira Leite, do Jornal "A Bola", publicada na edição de 12 de Fevereiro de 1962, titulava-se: "Chicotada psicológica contra chicotada psicológica".

Campo Dr. Mascarenhas Júnior, no Porto,

Árbitro: Henrique Costa, de Aveiro,

BOAVISTA FUTEBOL CLUBE: Avelino (Rocha); Ribeiro e Pacheco; Jambane, Franco e Honório; Cipriano, Cabral, Germano, Rolando e Vieira. Treinador: Artur, em substituição de Bernabé Puertas Marco, mais conhecido por Berna.

CALDAS SPORT CLUBE: Vítor; João Resende e Rogério; Orlando, Gonzalez e Vasco Oliveira, Fernando Bispo, Mirita, Janita, Lenine e Cardoso. Treinador: Josef Fabian (um regresso ao clube), em substituição de António Pedro.

Resultado da primeira parte: 0-0.

Marcadores: 1-0, aos 55 minutos, por VIEIRA; 2-0, aos 58 minutos, por CABRAL.


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "A Bola"): Não correspondendo, inteiramente, ao que delas seria justo esperar, as equipas do Boavista e do Caldas substituíram, esta semana, os seus técnicos. Artur no Boavista e Fabian, no Caldas, foram as personalidades usadas para as chamada «chicotadas psicológicas», que se alguma virtude poderiam trazer às suas equipas, seria a de insuflarem confiança, a traduzir-se numa transcendente aplicação. Ora, ainda que não possamos ignorar a boa vontade de todos os elementos, que constituíram as duas equipas, a verdade é que não houve um único facto visível que caracterizasse ou identificasse o salvatério. Foi mesmo uma desilusão, quer nos aspectos técnico-tácticos, quer, ainda, no entusiasmo invulgar que a mudança de orientação sempre acarreta...O Caldas...desiludiu, até porque o adversário lhe entregou preciosos trunfos que não soube ou não ôde aproveitar, o principal dos quais foi o abandono do meio campo que o Caldas desprezou, em alarde de má visão táctica. O seu ataque, apenas uma vez, aos 38 minutos, teve ocasião de alcançar o golo, numa série de remates sempre rechaçados, aliás com muita dose de sorte para os defensores locais.


17.ª Jornada: CALDAS, 0 - SP. ESPINHO, 1 (18 de Fevereiro de 1962).

Na crónica do jornalista Sousa Varela, do Jornal "A Bola", publicada na edição de 19 de Fevereiro de 1962, titulava-se: "Como foi possível perder o jogo?".

Campo da Mata, em Caldas da Rainha,

Árbitro: António Teixeira, de Lisboa,

CALDAS SPORT CLUBE: Vítor; João Resende e Rogério; Orlando, Gonzalez e Vasco Oliveira; Fernando Bispo, Mirita, Janita, Lenine e Cardoso. Treinador: Josef Fabian.

SPORTING CLUBE DE ESPINHO: Arnaldo; Padrão e Alberto, Adriano, Valter e Alcobia; Pinhal e Laranjeira, David, Vladimiro e Bouçon. Treinador: ?

O único tento da partida foi marcado por DAVID, aos 26 minutos.


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "A Bola"): Como foi possível o Caldas perder o jogo com o Sporting de Espinho?. Esta interrogação estava na boca de todos os que assistiram á partida. A turma local, que já durante a primeira parte tinha exercido acentuado domínio, só a espaços cortado por contra-ataques dos forasteiros, foi, na segunda metade do encontro, senhora absoluta do terreno…[Mas ainda na primeira parte] e contra a corrente do jogo surgiu o único golo da partida: avançada de Vladimiro pela esquerda e remate sesgado, a que Vítor só se pôde opor com uma palmada na bola; este descaiu para o lado direito onde estava David, isolado, e que não teve dificuldade em marcar. Na segunda parte, a feição da partida não se modificou. Aos 11 minutos, no entanto, os forasteiros quase viram aumentada a sua vantagem: João Resende, ao tentar passar a Vítor, lançou a bola contra o poste ficando esta a saltitar perto da linha de golo. Valeu a entrada de Faustino [Gonzalez] que conseguiu afastar o esférico.


18.ª Jornada: SANJOANENSE, 2 - CALDAS, 0 (04 de Março de 1962).

Na edição de 05 de Março de 1962, do Jornal "A Bola", titulava-se: "Tardou a confirmação".

Campo Conde de Dias Garcia, em São João da Madeira,

Árbitro: Armando Faria, do Porto,

ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA SANJOANENSE: Ramiro; Carlos e Almeida; Calhau, Alvarez e Gaspar; Gonçalvez, Lima, Augusto Baptista, Gomes e Grilo. Treinador: Daniel Duarte Silva.

CALDAS SPORT CLUBE: Vítor; João Resende e Rogério; Carapinha, Gonzalez e Vasco Oliveira, Fernando Bispo, Orlando, Janita, Lenine e Cardoso. Treinador: Josef Fabian.

Ao intervalo: 0-0. 

Marcadores: AUGUSTO BAPTISTA e GRILO, respectivamente, aos 67 e 87 minutos.


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "A Bola"): Exactamente como se refere no título, tardou a confirmação da superioridade, sobretudo do ponto de vista territorial, tomando como tal expressão a sua flagrante insistência sobre a grande área defendida pelos caldenses. E tardou a concretizar-se essa superioridade, porque até aos derradeiros minutos, se admitiu sempre a hipótese de o Caldas num contra ataque...conseguir a igualdade.


19.ª Jornada: CALDAS, 0 - BENFICA E CASTELO BRANCO, 2 (11 de Março de 1962).

Na edição de 12 de Março de 1962, do Jornal "Mundo Desportivo", titulava-se: "A defesa albicastrense garantiu uma vitória afortunada".

Campo da Mata, em Caldas da Rainha,

Arbitro: Mário Vidreiro, de Lisboa,

CALDAS SPORT CLUBE: Vítor; João Resende, Vasco Oliveira, Gonzalez; Rogério e Orlando; Janita, Carapinha, Fernando Bispo, Lenine e Cardoso. Treinador: Josef Fabian.

SPORT BENFICA E CASTELO BRANCO: Carujo; Ângelo, H. Silvae Inácio; Wilson e Bruno I; Mateus, Ramos, Lagarto, Bruno II e Cunha Velho. Treinador: ?.

Na primeira parte 0-1.

Aos 18 minutos por LAGARTO, na conclusão de uma iniciativa do extremo Cunha Velho, que centrou bem para Rogério falhar e o n.º 9 beirão não deixa fugir o claro ensejo.

Aos 70 minutos, a fortuna favoreceu os visitantes e com ela foi possível o 2.º golo, a definir posições. Um livre batido por Wilson parecia ir proporcionar defesa fácil de Vítor quando JOÃO RESENDE, interpondo-se no lance, marcou nas próprias redes.


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "Mundo Desportivo"): O Caldas, com um novo arranjo nas suas linhas atrasadas, começou o desafio em boa cadência, perdendo Fernando Bispo, logo nos primeiros instantes da pugna, magnífica ocasião de marcar. Os visitantes aparentando maior robustez e desembaraço, foram assentando o eu jogo e não há dúvida que o facto de não ter tardado o 1-0 ajudou-os muito...O Castelo Branco jogou bem em contra ataque e quando o 1-1, se esperava a meio da 2.ª parte, veio o afortunado golo da confirmação, a fazer descoroçar os caldenses, garantindo aos «encarnados» os desejados 2 pontos...O Caldas «lanterna-vermelha», foi infeliz quando se lhe negara umas tantas oportunidades para o 1-1. A inoperância do ataque, mal antigo, foi notória.



20.ª Jornada: SERNACHE, 0 - CALDAS, 1 (18 de Março de 1962).

Na edição de 18 de Março de 1962, do Jornal "Mundo Desportivo", titulava-se: "A equipa visitante foi sempre superior".

Campo Nuno Álvares, em Sernache,

Árbitro: José Calado, de Santarém,

GRUPO DESPORTIVO VITÓRIA DE SERNACHE: Vítor; Rocha, Manuel Costa e Isaac; Artur e Matiota; Duarte, Midões, Herculano, Salvado e Jerónimo. Treinador: Diogo.

CALDAS SPORT CLUBE: Rita; João Resende, Gonzalez e Quim, Orlando e Vasco Oliveira, Rogério, Pinto da Rocha, Mirita, Janita e Cardoso. Treinador: Josef Fabian.

O único tento da partida foi obtido por JANITA, aos dez minutos da primeira parte.


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "Mundo Desportivo"): A equipa visitante, mais experiente e com melhor conjunto, patenteou bem esses predicados ao longo de toda a partida. Sem ter realizado exibição de vulto...jogou o suficiente para se impor a um adversário em dia de má inspiração.


21.ª Jornada: CALDAS, 2 - VILA REAL, 0 (01 de Abril de 1962).

Na crónica do jornalista Matos Serras, do Jornal "Mundo Desportivo", publicada na edição de 02 de Abril de 1962, titulava-se: "E foram muitos golos para avançados que não rematam".

Campo da Mata, nas Caldas da Rainha,

Árbitro: António Calheiros, de Lisboa,

CALDAS SPORT CLUBE: Rita; Rogério, João Resende e Quim; Vasco Oliveira e Orlando; Bispo, Mirita, Tomé, António Pedro e Cardoso. Treinador: Josef Fabian.

SPORT CLUBE VILA REAL: Vítor; Quim, Platas e Morais; Padilha e Bibelino, Amaral II, Abílio, Santos, Albano e Amaral I. Treinador: José João.

Os locais abriram o activo aos 19 minutos da primeira parte. O tento resultou de uma falta de serenidade dos defensores vila-realenses, que deixaram a sua baliza desguarnecida, permitindo assim que MIRITA, á vontade acorresse a receber um centro de Tomé e se antecipasse ao guarda-redes.

O golo que trouxe a tranquilidade aos vencedores só apareceu a escassos 5 minutos do final. Um remate de Mirita embateu no poste e do lance nasceu um «canto», que o mesmo jogador apontou. A bola foi repelida, mas, de longe, ORLANDO tentou a sua sorte e foi feliz, batendo Vítor, com certas culpas para este.


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "Mundo Desportivo"): A explicação cabal da modesta posição conhecida pelo Caldas e Vila Real ficou bem expressa no padrão verificado nesta partida. Realmente quer visitados quer visitantes mostraram uma confrangedora ausência de remate, levando 90 minutos sem...qualquer delas, desferir meia dúzia de remates dignos desse nome...Foi, na verdade, um jogo disputado com uma vivacidade enorme, sem desânimo, antes com a incerteza do resultado a criar um clima de expectativa febricitante.

sábado, 22 de setembro de 2018

Taça de Portugal 1961/1962

1.ª ELIMINATÓRIA: 

# 1.ª MÃO: CALDAS, 3 - BENFICA, 5 (26 de Novembro de 1961).

Na crónica do jornalista José Valente, do Jornal "Mundo Desportivo", publicada na edição de 27 de Novembro de 1961, titulava-se: "Os «relâmpagos» de Simões «cegaram» a defesa adversária...Muitos golos e despique agradável".

Campo da Mata, nas Caldas da Rainha,

Árbitro: Ferreira dos Santos, de Coimbra,

CALDAS SPORT CLUBE: Rita; Rogério; João Resende e Quim; Orlando e Vasco Oliveira; Janita, Mirita, Fernando Bispo, António Pedro e Lenine. Treinador/Jogador: António Pedro.

SPORT LISBOA E BENFICA: Barroca; Serra, Saraiva e Mario João; Fonseca e Espirito Santo; António Simões, Calado, José Torres, Mendes e Angeja. Treinador: Bélla Guttmann (Húngaro).

Na primeira parte: 1-4, golos de MIRITA (2 minutos); CALADO (8 minutos); TORRES (14 minutos) e SIMÕES (2 golos) aos 27 e 40 minutos. No segundo tempo, 2-1, tentos de JANITA (48 minutos); CALADO E MIRITA (86 minutos).


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "Mundo Desportivo"): Quando o ponteiro do relógio não tinha atingido ainda os dois minutos do jogo e o Caldas detinha já no marcador a vantagem de 1-0, perpassou pelo Campo da Mata a ideia de que o Benfica iria pagar com a «ousadia» de mandar às Caldas da Rainha uma equipa secundária. A propósito disto, ouviram-se até nas bancadas dichotes mais ou menos contundentes, pouco abonatórios da categoria dos campeões europeus, aludindo a que se o Caldas conseguisse uma vitória no jogo ontem, esse êxito teria maior repercussão internacional do que o próprio empate (1-1) recentemente obtido pelo Benfica no Campo do Barcelona...O golo inicial dos caldenses (um golo excelente do habilidoso MIRITA)…[numa] solicitação magnifica de António Pedro colocou Mirita no caminho aberto para a baliza de Barroca, totalmente desamparado pelos seus defesas, todos eles batidos pela rapidez do passe e pela codícia do rematador, o qual apareceu isolado em frente do guardião benfiquista, passando-lhe a bola por cima dos braços, num vistoso remate desferido ainda longe das redes. Este galvanizou o grupo local e pôs a cabeça em fogo aos seus apaniguados. E durante cinco ou seis minutos viu-se o Caldas carregando em fúria sobre a grande área dos benfiquistas, empurrando os para o seu meio campo, com toda a defesa local a actuar quase sobre a linha do meio do terreno...Mas num repente, tudo se voltou...A rapidez do Benfica amoleceu o Caldas...Aliás os cinco tentos marcados e quase outros falhados por uma unha negra, comprovam bem que os dianteiros encarnados ontem presentes nas Caldas andam mortinhos por conquistarem lugares no ataque «europeu». Simões muito brilhante com a bola nos pés foi avançado mais em foco...Uma nota final quanto ao Caldas: a equipa, tirando a pouca rapidez da defesa e as deficiências de preparo físico (muito visíveis na segunda parte) parece estar globalmente ao mesmo nível de quando actuou na primeira divisão. As actuais insuficiências são consequência natural do andamento do campeonato de segunda divisão.


# 2.ª MÃO: BENFICA, 11 - CALDAS, 0 (31 de Dezembro de 1961).

Na crónica do célebre jornalista Vítor Santos, do Jornal "A Bola", publicada na edição de 01 de Janeiro de 1962, titulava-se: "«Loiça partida» naturalmente...Ver Germano depois de uma longa ausência (tinha sido operado ao menisco) já chegava…".

Estádio da Luz, em Lisboa,

Árbitro: Manuel Fragata, de Setúbal,

SPORT LISBOA E BENFICA: Costa Pereira; Mário João e Ângelo; Neto, Germano e Fernando Cruz; António Simões, Santana, José Torres, Mário Coluna (capitão) e Domiciano Cávem. Treinador: Bélla Guttmann.

CALDAS SPORT CLUBE: Vítor; Ulisses e Vasco Oliveira; João Resende, Quim e Rogério, Carapinha, Mirita, Fernando Bispo, António Pedro (capitão) e Cardoso. Treinador/Jogador: António Pedro.

Ao intervalo: 4-0.

7 minutos, 1-0 - JOSÉ TORRES; 9 minutos, 2-0 - GERMANO; 18 minutos, 3-0- SANTANA e 24 minutos, 4-0 - CÁVEM.

Na segunda parte: 7-0.

53 minutos, 5-0 - CÁVEM; 66 minutos, 6-0 - TORRES; 73 minutos, 7-0 - TORRES; 76 minutos, 8-0 - SIMÕES; 81 minutos, 9-0 - SANTANA; 82 minutos, 10-0 - CÁVEM e 89 minutos, 11-0 - CÁVEM.


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "A Bola"): … Um jogo entre o campeão europeu e a animosa mas naturalmente «tosca» equipa do Caldas, tinha, forçosamente o interesse de um treino. Por tudo e até porque na partida da primeira «mão», nas Caldas, bastara uma «reserva» do Benfica para garantir um resultado favorável, com dois golos de vantagem (5-3). Porque se juntaram, apesar disso, umas 7 000 pessoas na Luz, numa tarde fria e chuvosa, de último dia de ano, naturalmente mais convidativa ao convívio familiar à lareira e de pantufas?...Ver o Germano...Só isso...Sem  a emulação do resultado nem grandes ganas de ver o Caldas…[Porque] um jogo de 11-0 está tudo dito.


Como vimos o Caldas Sport Clube foi eliminado, logo na 1.ª Eliminatória, pelo futuro Bicampeão europeu, Sport Lisboa e Benfica, que também ganharia, nesta época, de 1961/1962, a Taça de Portugal, derrotando na final, no Estádio do Jamor, a 1 de Julho de 1962, o Vitória de Setúbal, com o resultado de 3-0.

terça-feira, 19 de junho de 2018

2.ª Divisão (Zona Norte) - Época 1961/1962 - 1.ª volta

Já não faziam parte do Plantel do Caldas, para esta Época de 1961/1962, os seguintes jogadores: o guarda-redes AURÉLIO (foi para o vizinho Grupo Desportivo de Peniche); ELISÍO BISPO, CARLOS FERREIRA (transferiu-se para o Cova da Piedade) e SATURNINO (contratado pelo Atlético Clube de Portugal da 1.ª Divisão Nacional). 

Tendo sido contratados: VÍTOR (um regresso ao clube); FERNANDO BISPO (ex: CUF, também um regresso ao clube); o argentino EDUARDO FAUSTINO GONZALEZ (igualmente um regresso ao clube); QUIM (ex: Alcobaça, também ele regressado ao clube); MIRITA (ex: Grupo Desportivo de Chaves); PINTO DA ROCHA (ex: Grupo Desportivo de Peniche) e CARAPINHA (ex: Júnior do Sport Lisboa e Benfica).


# 1.ª Jornada: CALDAS, 1 - TORREENSE, 0 (24 de Setembro de 1961).

Na crónica do jornalista Sérgio Machado, do Jornal "A Bola", publicada na edição de 25 de Setembro de 1961, titulava-se: "Lance fortuito também é futebol".

Campo da Mata, em Caldas da Rainha,

Árbitro: João Banheiro, de Lisboa,

CALDAS SPORT CLUBE: Vítor (regressou ao clube); Rogério e Quim (ex: Ginásio de Alcobaça); António Pedro, João Resende e Vasco Oliveira, Rui, Pinto da Rocha (ex: Grupo Desportivo de Peniche), Orlando, Carapinha (ex: júnior do Sport Lisboa e Benfica) e Cardoso. Treinador/Jogador: António Pedro.

SPORT CLUBE UNIÃO TORREENSE: Pinheiro; Carimbo e Luís; Bernardes, Humberto e Margaça; Ninéu, José da Costa, Mendes, Saldanha e Bezerra. Treinador: Janos Hrotkó.


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "A Bola"): O único tento da partida verificou-se aos 33 minutos do segundo tempo. Margaça falhou um despacho de intercepção dando a Rui a oportunidade de centrar para CARDOSO converter. Se não fora o espectacular falhanço de Margaça e a oportuna entrada de Cardoso ao lance que se lhe seguiu, para assinalar o único tento do encontro quando já era vencida a última meia hora do segundo período de jogo, pouco, ou mesmo nada, haveria digno de registar nesta partida das Caldas da Rainha.


# 2.ª Jornada: PENICHE, 3 - CALDAS, 3 (01 de Outubro de 1961).

Na crónica do jornalista Mário Alves, do Jornal "Mundo Desportivo", publicada na edição de 02 de Outubro de 1961, titulava-se: "Os erros do guarda-redes Chalica estiveram na base do empate".

Campo do Baluarte, em Peniche,

Árbitro: Joaquim Campos, de Lisboa,

GRUPO DESPORTIVO DE PENICHE: Chalica (por se ter lesionado, foi substituído por Aurélio, ex: Caldas Sport Clube); António Maria e Tito; Medeiros, Varela e Lídio; Correia Dias, Manuel Jorge (ex: Vianense), Rosário (ex: Grupo Desportivo de Chaves), Carapinha e Rogério. Treinador: Ramon Ibañez (Espanhol, ex: Académico de Viseu).

CALDAS SPORT CLUBE: Vítor; Rogério e Quim; António Pedro, João Resende e Vasco Oliveira; Orlando, Lenine, Pinto da Rocha, Carapinha e Cardoso. Treinador/Jogador: António Pedro.


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "Mundo Desportivo"): A primeira parte foi um desfiar contínuo de vistosas jogadas até às duas grandes áreas, mas, no instante em que se exigia o pontapé à baliza avia hesitações ou passes a mais, que tudo perdiam para quem atacava. Boa metade dos quarenta e cinco minutos iniciais caracterizou-se pelo domínio territorial dos penichenses...E o primeiro golo da partida, marcado por ANTÓNIO MARIA a meio minuto do termo do primeiro tempo, veio como símbolo concreto da supremacia territorial exercida pelo Peniche...A segunda parte foi uma espécie de cópia a papel químico da primeira, no que concerne ao maior entusiasmo dos locais e á mais conscienciosa determinação técnica dos caldenses...Aos 10 minutos (55 minutos) ROSÁRIO elevou a marca para 2-0 mas no reatamento Chalica ofereceu o primeiro «frango» (dos três que ocasionaram os golos do Caldas) pois não segurar uma bola rematada por Carapinha e ficou-se a vê-la embater no poste e entrar na baliza. Os caldenses com rápidas desmarcações e bem apoiados por António Pedro pressentiram que a defesa do Peniche acusava o golo, além de estarem os laterais a evidenciar dificuldades de recuperação. Então os avançados do Caldas acentuaram a velocidade do seu jogo atacante e o golo do empate surgiu, aos 17 minutos (62 minutos), de remate de longe de LENINE, cuja intercepção Chalica falhou inexplicavelmente, pois a bola entrou por uma nesga, entre ele e o poste. Aos 26 minutos (71 minutos) o Caldas obtinha o terceiro tento na conversão de um «penalty» motivado por mão de Tito a evitar um golo certo, após Chalica ter saído em falso. Claro que CARDOSO não perdoou...A seguir, o Peniche empatou por intermédio de ROGÉRIO que, na verdade, nos deu a impressão nítida de estar «fora de jogo». Equipa calma e bem orientada tacticamente para actuar como um bloco, tal foi a ideia que o Caldas deixou transparecer…



# 3.ª Jornada: CALDAS, 0 - BOAVISTA, 0 (15 de Outubro de 1961).

Na crónica do jornalista Pedro Mesquita, do Jornal "Mundo Desportivo", publicada na edição de 16 de Outubro de 1961, titulava-se: "Empate imposto pela defesa visitante".

Campo da Mata, em Caldas da Rainha,

Árbitro: Raúl Martins, de Lisboa,

CALDAS SPORT CLUBE: Vítor (por se ter lesionado, foi substituído por Rita); Rogério, João Resende e Quim; Orlando e Vasco Oliveira; Janita, António Pedro, Pinto da Rocha, Carapinha e Cardoso. Treinador/Jogador: António Pedro.

BOAVISTA FUTEBOL CLUBE: Avelino; Franco, Ribeiro e Eugénio; Jambane (ex: Sport Lisboa e Benfica-Reservas) e Velasquez (ex: Varzim); Vieira (ex: Varzim), Elsio (Brasileiro); Celestino, Cabral e Germano. Treinador: Bernabé Puertas Marcos (Espanhol, mais conhecido por Berna).


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "Mundo Desportivo): Apesar de ter dominado insistentemente durante toda a primeira parte, a equipa do Caldas não conseguiu transformar em golos algumas das inúmeras oportunidades que se lhes depararam, sobretudo nos primeiros vinte minutos, durante os quais a defesa visitante mostrou certa desorientação. Orlando, Carapinha e Janita tiveram nos pés várias ocasiões de marcar. A mais flagrante foi desfeita por Eugénio que, em cima do risco de baliza, conseguiu segurar um remate quando toda a assistência já gritava golo. O guarda-redes caldense entrou pela primeira vez em acção havia já vinte e cinco minutos de jogo e, aliás numa defesa difícil. Aos 2 minutos da segunda parte, um cruzamento comprido sobre a baliza do Boavista foi defendido para perto de Avelino e os caldenses Janita e Pinto da Rocha entraram de rompante conseguindo o último, de cabeça, fazer a bola chegar às malhas. Não descortinámos qualquer falta mas o árbitro muito perto da jogada, apitou antes da bola entrar, marcando um livre contra os locais. A partir desta altura a descrença entrou com os caldenses e os visitantes aproveitaram para tentar a sua sorte...mas Vítor, com arrojadas defesas gorou-lhes os intentos [tendo, numa delas, se lesionado mesmo]...nos derradeiros minutos a equipa local procurou desesperadamente o golo da vitória, mas a defesa do Boavista esteve à altura das circunstâncias, conseguindo manter a sua baliza inviolada.


# 4.ª Jornada: SPORTING DE ESPINHO, 5 - CALDAS, 0 (29 de Outubro de 1961).

Na crónica do jornalista João Gomes, do Jornal "Mundo Desportivo", publicada na edição de 30 de Outubro de 1961, titulava-se: "«Um penalty» mudou (e estragou…) o desafio".

Campo da Avenida, em Espinho,

Árbitro: Marques da Silva, do Porto,

SPORTING CLUBE DE ESPINHO: Varela; Padrão, Alcobia e Alberto; David e Vladimiro, Pinhal, Silva, Walter, Bouçon e Luciano. Treinador: ?

CALDAS SPORT CLUBE: Rita; Rogério, João Resende e Quim; Vasco Oliveira e António Pedro; Orlando, Mirita (ex: Grupo Desportivo de Chaves), Fernando Bispo (ex: CUF), Carapinha e Cardoso. Treinador/Jogador: António Pedro.


CRÓNICA DE JOGO (Jornal "Mundo Desportivo"): O primeiro tempo decorreu em toada de manifesto equilíbrio com boas jogadas de parte a parte e as defesas a superarem bem os sectores mais avançados nas duas turmas que não criaram situação de perigo dignos de registo. Os locais detiveram mais tempo o esférico, beneficiaram de três livres de «canto» e o 0-0 que se verificava ao intervalo, ajustava-se perfeitamente ao desenrolar do encontro. Na 2.ª parte os locais lançaram-se mais decididamente ao ataque. Um «penalty» um tanto rigoroso, por desarme de Bouçon que caiu dentro da grande área de Rita, fez ruir todo o sistema defensivo do Caldas que abriu mais o jogo. Entretanto, António Pedro, desorientado, recebeu ordem de expulsão por injúrias  um juiz de linha e a infelicidade da turma do Caldas, agravou-se quando aos 20 minutos (65 minutos) desta parte, Rogério saltando, a uma bola alta, com Luciano, sofreu forte contusão na cabeça tendo de abandonar o rectângulo para não mais voltar. Depois, tudo foi fácil para os locais que baixando mesmo de nível, fizeram o bastante para merecerem o expressivo «score» contra os restantes elementos do Caldas, em campo, apenas nove...A arbitragem teve o senão do «penalty» que nos pareceu rigoroso e que foi o «leme» do desafio, toda a sua história, afinal.


# 5.ª Jornada: CALDAS, 2 - SANJOANENSE, 0 (05 de Novembro de 1961).

Na crónica do jornalista Pedro Mesquita, do Jornal "Mundo Desportivo", publicada na edição de 06 de Novembro de 1961, titulava-se: "Os forasteiros discutiram bem o resultado".

Campo da Mata, em Caldas da Rainha,

Árbitro: Pena da Silva, de Lisboa,

CALDAS SPORT CLUBE: Vítor; Rogério, João Resende e Quim; Orlando e Vasco Oliveira; Lenine, Mirita, Fernando Bispo, Carapinha e Cardoso. Treinador: António Pedro.

ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA SANJOANENSE: Ramiro; Carlos, Alvarez e Almeida; Calhau e Gaspar; Lima, Baptista, Santos, Gomes e Grilo. Treinador: Daniel Duarte Silva (ex: Recreio de Águeda).


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "Mundo Desportivo"): O Caldas iniciou o encontro da melhor maneira, pois logo na primeira jogada BISPO, recolhendo um bom centro de Mirita, rematou à baliza, sendo a bola defendida m cima do risco por Alvarez. Na recarga, o avançado-centro caldense fez chegar a bola às malhas. O golo da confirmação só havia de chegar a cinco minutos do fim, quando MIRITA, aproveitando o que foi talvez a única desatenção de Alvarez pôde captar a bola, correr isolado para a baliza e fazer passar o esférico por cima de Ramiro, obtendo um golo de belo efeito. Embora através do resultado possa parecer que o Caldas teve uma tarde de sossego, a verdade é que tal não aconteceu...o equilíbrio foi a nota saliente...tanto em domínio territorial como em mau jogo, pois nestes dois aspectos ambas as formações se igualaram.


# 6.ª Jornada: BENFICA E CASTELO BRANCO, 3 - CALDAS, 0 (12 de Novembro de 1961).

Na crónica do jornalista Homero Graça, do Jornal "Mundo Desportivo", publicada na edição de 13 de Novembro de 1961, titulava-se: "O ataque da turma local foi mais rematador".

Campo Municipal de Castelo Branco,

Árbitro: João Calado, de Santarém,

SPORT BENFICA E CASTELO BRANCO: Carujo; Juca, Henrique Silva e Sebastião; Angelo (ex: Grupo Desportivo de Chaves) e Bruno; Mateus, Lagarto, Graça, Carlos Silva e Cunha Velho. Treinador: ?.

CALDAS SPORT CLUBE: Rita; Rogério, João Resende e Lenine; Orlando e Quim; Mirita, Vasco Oliveira, Fernando Bispo, Carapinha e Cardoso. Treinador: António Pedro.

Marcadores: CARLOS SILVA, aos 32 minutos do primeiro tempo, e aos 6 da segunda parte (51 minutos). GRAÇA, aos 15 minutos. 


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "Mundo Desportivo"): A equipa do Caldas, mercê do seu passado desportivo, foi recebida com certa expectativa. Assim, não foi difícil verificar uma afluência desusada, interessada em aquilatar das possibilidades da turma albicastrense, frente a um adversário com pergaminhos na prova. Os «encarnados» de Castelo Branco...exibindo-se em bom plano, de forma a merecerem justamente a vitória alcançada e os aplausos dos seus adeptos. A equipa visitante demonstrou amplas possibilidades, exibindo-se com agrado. Falhou no remate, por inoperância dos avançados aliás muito habilidosos e rápidos.


# 7.ª Jornada: CALDAS, 3 - SERNACHE, 0 (19 de Novembro de 1961).

Na crónica do jornalista, Pedro Mesquita, do jornal "Mundo Desportivo", publicada na edição de 20 de Novembro de 1961, titulava-se: "O guardião visitante evitou maior desaire".

Campo da Mata, em Caldas da Rainha,

Árbitro: Patrício Alvares, de Lisboa,

CALDAS SPORT CLUBE: Rita; Rogério, João Resende e Quim; Orlando e Vasco Oliveira; Janita, Mirita, Fernando Bispo, Cardoso e Lenine. Treinador: António Pedro.

GRUPO DESPORTIVO VITÓRIA DE SERNACHE: Vítor; Rocha, Artur e Francisco; Santiago e Matiota (ex: União de Coimbra); Duarte, Amador, Baptista, Salvado e Jerónimo. Treinador: Diogo, que substituiu, a partir desta jornada, o argentino Félix Frederico Santiago.


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "Mundo Desportivo): O primeiro golo surgiu aos 13 minutos, marcado por BISPO, que finalizou da melhor maneira uma boa jogada de Mirita e Lenine. Aos 39 minutos foi assinalado um «livre» indirecto contra os visitantes fora da grande área, mas na zona frontal da baliza. Orlando marcou com um potente tiro para MIRITA, que, com um remate imparável fez o golo. Aos 37 minutos (82 minutos) da segunda parte o interior direito dos visitantes, de muito longe, tentou passar o esférico ao seu guarda-redes, mas BISPO, interceptando a bola não teve dificuldade em fixar a marca em 3-0...O Caldas a despeito de não ter feito uma grande exibição, ganhou com inteira justiça.


# 8.ª Jornada: VILA REAL, 2 - CALDAS, 1 (03 de Dezembro de 1961).

Na crónica do jornalista Filinto Baptista, do Jornal "Mundo Desportivo", publicada na edição de 04 de Dezembro de 1961, titulava-se: "Os locais falharam muito no remate".

Campo do Calvário, em Vila Real,

Árbitro: Ernesto Borrego, de Viseu,

SPORT CLUBE VILA REAL: Vítor; Pinto  Morais, Padilha, Plater e Passos (ex: Sporting Clube de Portugal), Avelino, Amaral, Abílio, Sarmento e Maravilhas. Treinador: José João.

CALDAS SPORT CLUBE: Rita; Rogério e Quim; António Pedro, João Resende e Vasco Oliveira; Janita, Mirita, Fernando Bispo, Lenine e Cardoso. Treinador/Jogador: António Pedro.


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "Mundo Desportivo"): O grupo local lançou de início deliberadamente ao ataque, não conseguindo, porém, marcar, devido ás falhas dos seus dianteiros. Os caldenses também tiveram o golo à vista, mas Bispo desaproveitou o ensejo. A partir dos 15 minutos, os transmontanos tomaram conta das operações…[e] aos 24 minutos ABÍLIO, a passe de Amaral, rematou forte, fora da grande área, batendo Rita, sem apelo nem agravo. Depois, os vila-realenses, graças á sua grande força de vontade e ainda de um futebol de bom recorte, continuaram a mandar no terreno, perdendo inúmeras ocasiões de golo por falta de sorte dos seus dianteiros. Quando parecia que a primeira parte ficaria com 1-0, PASSOS, «leão» do jogo, conseguiu o 2.º golo, aos 44 minutos, mercê de um toque bem colocado…[Na segunda parte] os visitantes, com duas bolas de diferença, não esmoreceram e fizeram contra-ataques perfeitos e rápidos, neutralizados a custo pela bem orientada defesa adversária. Mas conseguiram o golo de honra, aos 20 minutos (65 minutos), por intermédio de VASCO OLIVEIRA, beneficiando do único deslize da defesa transmontana.


# 9.ª Jornada: FEIRENSE, 6 - CALDAS, 0 (10 de Dezembro de 1961).

Na crónica do jornalista José Vale, do Jornal "Mundo Desportivo", publicada na edição de 11 de Dezembro de 1961, titulava-se: "...E muito ainda suportaram os visitantes…".

Campo do Montinho, em Vila da Feira,

Árbitro: Pedro Santos, do Porto,

CLUBE DESPORTIVO FEIRENSE: Martin; Dinis, Aurélio e Oliveira; Lopes e Campanhã; Raimundo, Brandão, Rui Maia, Ramalho e Eduardo. Treinador: Rui de Araújo (ex: Sporting de Espinho).

CALDAS SPORT CLUBE: Rita; Rogério, João Resende e Quim; Orlando e Vasco Oliveira; Pinto da Rocha, Mirita, Carapinha, António Pedro e Lenine. Treinador/Jogador: António Pedro.

Ao intervalo o Feirense ganhava por 3-0, golos apontados, respectivamente aos 5 minutos por EDUARDO; aos 20 minutos por RUI MAIA e aos 40 minutos por BRANDÃO. Na segunda parte, marcou, aos 7 minutos (52 minutos), por intermédio de RAMALHO; aos 15 minutos (60 minutos) na transformação de uma grande penalidade, RAIMUNDO; e aos 17 minutos (62 minutos), novamente por intermédio de RAIMUNDO.



CRÓNICA DO JOGO (Jornal "Mundo Desportivo"): O Caldas forneceu a nota decepcionante da tarde. Lento na defesa, sem norte na linha média e com uma dianteira demasiada complicativa, só pode encontrar atenuantes no facto de ter deparado com uma equipa cheia de personalidade e que vem domingo após domingo a melhorar nitidamente, estribada num fio de jogo sem colapsos e que prima pela objectividade de todo o seu sistema.


# 10.ª Jornada: CALDAS, 1 - MARINHENSE, 2 (17 de Dezembro de 1961).

Na crónica do jornalista Pedro Mesquita, do Jornal "Mundo Desportivo", publicada na edição de 18 de Dezembro de 1961, titulava-se: "Justo prémio para o entusiasmo dos visitantes". 

Campo da Mata, em Caldas da Rainha,

Árbitro: Anacleto Gomes, de Lisboa,

CALDAS SPORT CLUBE: Vítor; Rogério, João Resende e Quim; Orlando e Vasco Oliveira, Lenine, Mirita, Fernando Bispo, António Pedro e Cardoso. Treinador/Jogador: António Pedro.

ATLÉTICO CLUBE MARINHENSE: Serrano; Reis, Paz e Zeca; Guilherme (ex: Vianense) e Pinto; Ferrão (ex: Reservas do Sport Lisboa e Benfica), Isidro (ex: Grupo Desportivo de Chaves), Coutinho (ex: Sanjoanense), Garcia e Cafum (ex: Vitória de Setúbal). Treinador: Mário Imbelloni (Argentino e ex: Académica de Coimbra)


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "Mundo Desportivo"): O primeiro golo do desafio só surgiu aos 23 minutos da segunda parte, marcado, por CAFUM, depois de uma magnifica jogada de ataque em que o maior mérito pertenceu ao marcador. Aos 40 minutos o avançado-centro do Marinhense, COUTINHO com um remate rasteiro a um «canto» elevou a vantagem da sua equipa para 2-0 e no minuto imediato, LENINE aproveitou um ressalto de bola para fixar o resultado em 2-1.


# 11.ª Jornada: OLIVEIRENSE, 4 - CALDAS, 0 (24 de Dezembro de 1961).


Na crónica do jornalista Francisco Landureza, do Jornal "Mundo Desportivo", publicada na edição de 25 de Dezembro de 1961, titulava-se: "Escassa marcação para o dominio exercido".

Campo Carlos Osório, em Oliveira de Azeméis,

Árbitro: Aniceto Nogueira, do Porto,

UNIÃO DESPORTIVA OLIVEIRENSE: Ferdinando; Branco, Pinho II e Armindo; André, A. Costa; Pires, Manuel Correia, Vaz, Brandão e Santo II. Treinador: Alexandre Peics.

CALDAS SPORT CLUBE: Vítor; Quim, João Resende e Ulisses; Orlando e Vasco Oliveira; Janita, Mirita, Fernando Bispo, António Pedro e Rui. Treinador/Jogador: António Pedro.

A primeira parte terminou, com o resultado em 2-0, golos marcados por SANTOS II, em lances de primorosa execução. No segundo tempo, BRANDÃO, aos 27 minutos (72 minutos), e PIRES, aos 30 (75 minutos) fixaram o resultado final em 4-0.


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "Mundo Desportivo"): Embora animosos, dando-se á luta com verdadeiro desportivismo, os forasteiros, logo de começo, mostraram ser presa fácil para os donos do campo, dado que a sua defesa demonstrava pouca argucia para barrar as ofensivas dos locais que, em tarde de inspiração, se infiltravam com extraordinária facilidade e rapidez na grande área dos caldenses...Os caldenses receando um resultado demasiado expressivo recuaram para a defesa e, por várias vezes, António Pedro teve de resolver problemas que pertenciam...ao seu guarda-redes...A turma visitante mostrou-se muito aquém do valor credenciado nas demais épocas…


# 12.ª Jornada: CALDAS, 0 - SPORTING DE BRAGA, 0 (07 de Janeiro de 1962).

Na crónica do jornalista Sousa Varela, do Jornal "A Bola", publicada na edição de 08 de Janeiro de 1962, titulava-se: "Nada de harmonia com o desenrolar do jogo".

Campo da Mata, nas Caldas da Rainha,

Árbitro: Manuel Neto, de Lisboa,

CALDAS SPORT CLUBE: Rita; Lenine e Quim; António Pedro, João Resende e Rogério; Pinto da Rocha, Mirita, Janita, Vasco Oliveira e Cardoso. Treinador/Jogador: António Pedro.

SPORTING CLUBE DE BRAGA: Vítor; José Maria e Calheiros; Narciso, Armando e Portugal; Bártolo, Carlos, Gabriel, Cardoso e Teixeira. Treinador: Manuel Palmeira.


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "A Bola"): Perderam os caldenses a melhor oportunidade de, no decorrer deste campeonato, ganharem um jogo folgadamente. A equipa entrou a jogar com boa disposição e colocou em dificuldade a defesa bracarense, que se mostrou demasiadamente insegura. Perderam os locais, durante os primeiros 45 minutos, algumas oportunidades de golo, daquelas em que o mais difícil é não marcar...No segundo tempo, no entanto, o aspecto do prélio já foi diferente. Houve mais equilíbrio e, se é certo que o Braga nunca deu a sensação de poder vir a ganhar o jogo, certo é também, que os caldenses não mais dispuseram das facilidades que se lhes tinham deparado no tempo anterior.


# 13.ª Jornada: VIANENSE, 1 - CALDAS, 0 (14 de Janeiro de 1962).

Na crónica do jornalista Manuel Tristão, do jornal "A Bola", publicada na edição de 15 de Janeiro de 1962, titulava-se: "Um jogo pobre em golos e futebol".

Campo Dr. José de Matos, em Viana do Castelo,

Arbitro: Aniceto Nogueira, do Porto,

SPORT CLUBE VIANENSE: Desidério; Ramos e Soares; Passos, Domingos e Gerardo; Amaral, Pepe, Piloto, Carneiro e Pinho. Treinador: Eduardo Melo.

CALDAS SPORT CLUBE: Rita; Rogério e Quim; Vasco Oliveira, João Resende e Orlando; Lenine, Mirita, Eduardo Faustino Gonzalez (Argentino, de regresso ao clube); António Pedro e Cardoso. Treinador/Jogador: António Pedro.

O único golo da partida foi marcado aos 37 minutos, por AMARAL, depois de ter recebido um passe de Domingos.


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "A Bola"): O resultado final pode resumir o que foi o jogo: pobre em golos e futebol...Foi um jogo com pouca história. A equipa local não forneceu boa exibição e os visitantes também seguiram as mesmas pisadas.


FIM DA PRIMEIRA VOLTA.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

"Os Caldenses em busca da recuperação" [pois já tinha dirigentes para a Época de 1961/1962]", titulava o Jornal "Mundo Desportivo"...e António Pedro é o seu novo Treinador.

Na sua edição de 22 de Setembro de 1961, o Jornal "Mundo Desportivo" destacava que o Caldas já tinha uma Comissão Administrativa para dirigir o clube, para a Época de 1961/1962, mas...correu este ano o sério risco de não poder  comparecer no Campeonato Nacional da II Divisão. Enormes dificuldades financeiras aliadas ao quase total desinteresse dos associados, outra solução não permitiam senão a extinção, pura e simples da secção de futebol do popular clube. Mas felizmente, a actual Comissão Administrativa dentro das suas possibilidades e do condicionalismo do meio, tem trabalhado entusiasticamente, não se poupando a esforços no sentido de conseguir uma representação condigna para a cidade. E o que há poucos meses parecia impossível aconteceu!. O Caldas apresentar-se-á a disputar os campeonatos com as mesmas aspirações de sempre…

E a solução encontrada para a escolha do treinador [Mariano Amaro tinha saído, para treinar o Negaje, de Angola, ainda na Época de 1961/1962 seria Treinador do Sporting da Covilhã, que ainda militava na I Divisão] foi das mais felizes, ANTÓNIO PEDRO, o popular jogador caldense, frequentou este ano o curso de Treinadores, concluindo-o brilhantemente e ocupará esse lugar na turma local, não deixando no entanto de dar o seu valioso e magnífico contributo como atleta.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

O Caldas sem dirigentes para a Época 1961/1962, afirmava o Jornal "A Bola"...


Num pequeno artigo publicado no Jornal "A Bola", do dia 3 de Agosto de 1961, escrevia-se o seguinte: Depois de mais uma sessão da Comissão encarregada de conseguir novos corpos gerentes para o Caldas, nada de novo há a dizer em relação ao problema da falta de dirigentes que há tempos se arrasta. A não se arranjar quem queira dirigir os destinos do Caldas nos próximos dias, assistir-se-à ao caso inédito de um clube da II Divisão abandonar as competições por falta de dirigentes.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Taça de Portugal 1961

1.ª ELIMINATÓRIA:

# 1.ª MÃO: CALDAS, 2 - ORIENTAL (2.ª Divisão-Zona Sul), 0 (29 de Janeiro de 1961).

Na crónica do jornalista, Reinaldo Monteiro, do Jornal "A Bola", publicada na edição de 30 de Janeiro de 1961, titulava-se: "Com o jogo interrompido há golos legais?".

Campo da Mata, em Caldas da Rainha,

Árbitro: Crisógno Lopes, de Santarém,

CALDAS SPORT CLUBE: Rita; Miro e Rogério; António Pedro, João Resende e Orlando; Romeu, Garnacho, Carlos Alberto, Elísio Bispo e Lenine. Treinador: Mariano Amaro.

CLUBE ORIENTAL DE LISBOA: Edmundo; Morais II e Morais I, Cordeiro, Luz e Viriato; Lopes (ex: júnior), Évora, Cristóvão, Rivera e Martinho. Treinador: Lorenzo Ausina.

1.ª parte: 0-0.


Aos 20 minutos (65 minutos) da segunda parte o Oriental foi punido, perto da baliza, por falta de Lopes sobre Elísio Bispo. Formada a barreira, António Pedro fez um pequeno passe para CARLOS ALBERTO e este visou as redes com um pontapé colocadíssimo, mercê do qual fez entrar a bola junto ao poste do lado contrário.



Aos 40 minutos (85 minutos), novo «livre» por carga sobre António Pedro. Sem esperar que o árbitro apitasse, António Pedro passou o esférico a BISPO, que se aproximou sem oposição, das redes de Edmundo e fez o segundo golo. Todos os orientalistas ficaram parados, à espera do apito do juiz da partida. E todos reclamaram, mas em vão.




CRÓNICA DO JOGO (Jornal "A Bola"): Nem uma nem outra equipa produziu jogo de agrado...Esperávamos bastante mais do Oriental, pois sabemos o que vale. Desconhecemos, no entanto, o valor actual dos caldenses, em relação a épocas transactas, o grupo jogou bastante menos. A falta de vários titulares [cinco] deve, todavia, justificar a sua fraca exibição. De parte a parte se jogou mais com os nervos do que com a cabeça. Pensou-se mais em destruir, por vezes de qualquer modo, do que em construir. Ambas as defesas tiveram ascendente sobre os ataques...A equipa caldense viveu do trabalho de António Pedro, Orlando, Garnacho e João Resende, os seus homens mais em evidência de começo ao fim. Mas Carlos Alberto e Miro foram igualmente de grande utilidade, ao passo que Romeu e Lenine desperdiçaram muito jogo. Na baliza Rita não teve problemas, a não ser na primeira parte.


# 2.ª Mão: ORIENTAL, 1 - CALDAS, 1 (26 de Fevereiro de 1961).

Na crónica do jornalista Frederico Cunha, do jornal "Mundo Desportivo", publicada na edição de 27 de Fevereiro de 1961, titulava-se: "Os visitados marcaram os golos as o proveito pertenceu aos visitantes".

Campo Engenheiro Carlos Salema, em Marvila, Lisboa,

Árbitro: Anacleto Gomes, de Lisboa,

CLUBE ORIENTAL DE LISBOA: Edmundo; Silva Costa; Ciborro e Alfredo; Viriato e Luz, Évora, Cordeiro, Lopes, Cristóvão e Martinho. Treinador: Lorenzo Ausina.

CALDAS SPORT CLUBE: Rita; Miro, Saturnino e Rogério; Orlando e António Pedro; Lenine, Romeu, Janita, Elísio Bispo e Cardoso. Treinador: Mariano Amaro. 

Ao intervalo o marcador estava em branco. 

Na primeira meia hora os visitados haviam desfrutado de mais claras ocasiões, mas no tempo restante foram os caldenses, com melhor consistência técnica, que se inferiorizaram...Depois na segunda parte, e também na primeira meia hora, foram ainda os orientalistas os que mais flagelaram a área contrária, não obstante ter sido o Caldas, logo no primeiro minuto, que por intermédio de Cardoso, que aproveitando um falhanço de Viriato surgiu isolado frente a Edmundo, desperdiçando a soberana ocasião...Aos 7 minutos (52 minutos), 1-0. Évora lançou um excelente centro, do lado direito. A bola saiu quase paralela à trave e só dificilmente Rita a palmeou para canto. Martinho apontou o castigo e LUZ, de cabeça concretizou…

Aos 31 minutos (76 minutos) surgiu o empate, JANITA perseguiu uma bola aliviada pela sua defesa mas VIRIATO de frente para o adversário pôde antecipar-se de cabeça. O toque do defesa local, foi ligeiro, para trás, entregando a Edmundo. Este porém, que saíra da rede, encontrava-se junto do seu defesa e não pode evitar o tento. Com esta jogada o Oriental vira dissipadas as esperanças que lhe restavam de permanecer na Taça, pois não conseguira eliminar a diferença desfavorável de dois golos que trouxera de Caldas da Rainha.



CRÓNICA DO JOGO (Jornal "Mundo Desportivo"): Um Caldas com personalidade e jogo...trouxe para o Campo «Engenheiro Salema» uma extraordinária virtude a qual se chama personalidade...Entrando no terreno tranquila, sabedora do que lhe era permitido acalentar, e possuindo no seu seio um sistema que embora com ligeiras cautelas defensivas não lhe cerceava possibilidades atacantes, os pupilos de Mariano Amaro. Souberam levar «a água ao seu moinho»...[sendo assim] uma espécie de «máquina», cuja sincronização, perfeita, em todas as peças chegou á vontade para a obtenção de um resultado que se pode considerar-se inteiramente justo. Assim, o Caldas eliminou o Oriental, por 3-1, em duas mãos, passando para a 2.ª Eliminatória da Taça de Portugal. 


2.ª ELIMINATÓRIA:

# 1.ª MÃO:  LEIXÕES (1.ª Divisão), 2 - CALDAS, 1 (26 de Março de 1961).

Na crónica do jornalista Germano da Silva do jornal "Mundo Desportivo", publicada na edição de 27 de Março de 1961, titulava-se: "Jogo fraco e de baixo nível técnico".

Campo de Santana, em Matosinhos,

Árbitro: Diogo Manso, de Braga,

LEIXÕES SPORT CLUB: Roldão; Santana, Raúl (Machado) I e Jacinto; Silva e Carlos Alberto; Patela, Gomes, Oliveira (ou Oliveirinha), Ventura e Osvaldo Silva (Brasileiro). Treinador/Jogador: Joaquim Pacheco. 

CALDAS SPORT CLUBE: Rita; Anacleto, João Resende e Orlando; Rogério e Saturnino, Hernâni, Romeu, Tomé, António Pedro e Elísio Bispo. Treinador: Mariano Amaro.


CRÓNICA DE JOGO (Jornal "Mundo Desportivo"): O jogo iniciou-se com os locais a tentarem a todo o transe abrir caminho até junto das balizas do adversário. As primeiras jogadas de perigo surgiram, por isso, dentro da grande área defendida pelo Caldas...A cerca de dois minutos do termo da primeira parte a defesa do Caldas cedeu canto. Patela apontou o castigo e OLIVEIRA rematou com êxito, obtendo o primeiro golo do desafio. Depois do intervalo, e quando iam decorridos apenas 3 minutos (48 minutos), o Caldas desceu com perigo até à grande área do Leixões. Gerou-se confusão junto das balizas dos matosinhenses e GARNACHO, aproveitando uma saída infeliz de Roldão, tocou a bola por alto, fazendo com que ele chegasse às malhas. Na jogada imediata o Leixões voltou a marcar. A bola foi encaminhada até à grande área do Caldas. GOMES recebeu o esférico da direita, desferiu um pontapé à boca das redes e fixou o resultado em 2-1.


# 2.ª MÃO: CALDAS, 0 - LEIXÕES, 1 (interrompido aos 45 minutos, devido às más condições atmosféricas) - (16 de Abril de 1961).

Na crónica do jornalista David Sequerra, do Jornal "Mundo Desportivo", publicada na edição de 17 de Abril de 1961, titulava-se: "Chuva a mais e resultado injusto - súmula dos 45 minutos jogados".

Campo da Mata, em Caldas Rainha. Razoável assistência e péssimo terreno,

Árbitro: Rogério de Melo Paiva, de Lisboa. 

CALDAS SPORT CLUBE: Rita; Anacleto, João Resende e Rogério; Orlando e Saturnino; Garnacho, Romeu, Tomé, António Pedro (capitão) e Elísio Bispo. Treinador: Mariano Amaro.

LEIXÕES SPORT CLUB: Rosas; Santana, Raúl (Machado) I (capitão) e Joaquim Pacheco; Silva e Carlos Alberto; António Medeiros, Osvaldo Silva, Oliveira (ou Oliveirinha), Ventura e Nunes. Treinador/Jogador: Joaquim Pacheco e Flipo Núñez (Argentino, recentemente contratado para Treinador Principal).

Marcador: 0-1 - OLIVEIRA.


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "Mundo Desportivo"): A chuva, copiosa e inclemente, fez ensombrar todas as luminosas perspectivas de um belo desafio da «Taça»...Fisicamente mais fraca...a equipa de Mariano Amaro não teve ainda a sorte a seu favor nos 45 minutos que se jogaram...levando o árbitro a suspender  desafio…

Acabando por não se concluir o jogo, o Caldas acabou por ser eliminado pelo Leixões Sport Club (nas duas mãos, 3-1 a favor dos matosinhenses) nesta edição da Taça de Portugal.

Curiosamente, estes chegaram, depois, à final da Taça ganhando, e causando enorme surpresa, em pleno Estádio das Antas, onde se realizou o jogo decisivo (neste ano não se jogou no palco habitual do Estádio do Jamor, a final da Taça, por ambos os clubes serem do Norte do País, e querendo jogar, ambos, na sua zona de influência), em 9 de Julho de 1961, o FC Porto, por 2-0, com golos de OLIVEIRA (ou OLIVEIRINHA) e OSVALDO SILVA.