Caldas Sport Clube 1954/55

Caldas Sport Clube 1954/55

terça-feira, 13 de março de 2018

2.ª Divisão (Zona Norte) - Época 1960/1961 - 1.ª volta

Para a Época de 1960/1961 já não faziam parte do Plantel do Caldas Sport Clube: o anterior Treinador, JÓZSEF SZABÓ que tinha sido contratado para orientar o, primodivisionário, SPORTING CLUBE DE BRAGA; o jogador argentino GONZÁLEZ contratado pelo, também primodivisionário, ATLÉTICO CLUBE DE PORTUGAL, com o intuito de substituir o defesa central, que entretanto tinha-se transferido para o SPORT LISBOA E BENFICA, o futuro Bicampeão Europeu e "Magriço", GERMANO; e igualmente os jogadores, VÍTOR, DJALMA, Carlos BAMBO e Júlio PITTOLO.

Foram, para esta Época, contratados os jogadores: TOMÉ (Médio e ex: SPORT CLUBE VILA REAL); Elísio BISPO (Avançado e ex: ATLÉTICO CLUBE DE PORTUGAL); CARLOS ALBERTO; CARLOS FERREIRA; o defesa SATURNINO (oriundo do Sport Clube Palmense). MIRO, RAMOS E HERNÂNI (estes três últimos jogadores só começaram a jogar a partir da 2.ª volta).

Quanto ao novo Treinador, foi inicialmente contratado, o Romeno-Húngaro, JOSEF FABIAN (que já tinha treinado o Caldas, na Época de 1958/1959 - última época na 1.ª Divisão Nacional), mas uma nova Direcção do Caldas decidiu prescindir dos seus serviços, contactando o treinador MARIANO AMARO (ex: TORRIENSE), que voltou a treinar o Caldas, ele que foi o responsável pela subida à 1.ª Divisão Nacional, na Época 1954/1955.



# 1.ª Jornada: SANJOANENSE, 4 - CALDAS, 1 (18 de Setembro de 1960).

Na crónica do Jornal "Mundo Desportivo", publicada no edição de 19 de Setembro de 1960, titulava-se: "Auspícios modestos para ambas as equipas".

Campo Conde Dias Garcia, em São João da Madeira,

Árbitro: António Magalhães, do Porto,

ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA SANJOANENSE: Ramiro (Espanhol); Carlos, Alvarez (Argentino) e Almeida; Dino e Nélson; Antonete, Flávio, Coutinho (ex: Farense); Macedo e Grilo. Treinador: Óscar Tellechea (Argentino).

CALDAS SPORT CLUBE: Rita; Anacleto, João Resende e Rogério; Vasco Oliveira e Orlando; Garnacho, Romeu, Janita, António Pedro e Lenine. Treinador: Mariano Amaro.

Ao intervalo: 1-0, golo de COUTINHO, aos 16 minutos. No segundo tempo, novamente COUTINHO elevou o marcador aos 9 minutos (54 minutos). Aos 30 minutos (75 minutos), JANITA diminuiu a vantagem da Sanjoanense; GRILO repõe-a aos 36 minutos (81 minutos) e ALVAREZ aos 40 minutos (85 minutos) fixou o resultado. 


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "Mundo Desportivo"): Indiscutível a vitória da Sanjoanense a qual poderia ter-se verificado por números mais expressivos...Para início de época, os visitantes deixaram antever razoáveis possibilidades, dado o poder técnico evidenciado...


# 2.ª Jornada: CALDAS, 2 - MARINHENSE, 1 (25 de Setembro de 1960).

Na crónica do jornalista (e correspondente do Jornal nas Caldas da Rainha) Pedro Mesquita, do Jornal "Mundo Desportivo", publicada na edição de 26 de Setembro de 1960, titulava-se: "Os visitantes não mereciam a derrota".

Campo da Mata, em Caldas da Rainha,

Árbitro: Arnaldo Conde, de Lisboa,

CALDAS SPORT CLUBE: Rita; Anacleto, João Resende e Rogério; Vasco Oliveira e Orlando; Garnacho, Romeu, Janita, António Pedro e Lenine. Treinador: Mariano Amaro.

ATLÉTICO CLUBE MARINHENSE: Serrano; Remígio, Zeca e Pinto, Cardoso e Reis, Inácio (ex: Vitória de Setúbal), Flora (Guineense e ex: Lusitano de Évora), Fernandes (ex: Vitória de Setúbal), Carapinha e Armando. Treinador: Julinho.


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "Mundo Desportivo"): A primeira parte foi jogada em toada de equilíbrio, com maior apuro técnico por parte dos caldenses, mas com mais energia e vontade do lado dos visitantes. As jogadas repartiram-se pelos dois meios campos mas, no entanto, o jogo não atingiu bitola capaz de entusiasmar a assistência...Á meia-hora de jogo João Resende lesionou-se e passou para extremo-direito, sendo substituído por Orlando, e, dois minutos depois o Caldas marcou o primeiro golo por intermédio de JANITA, que, embora de posição difícil, aproveitou muito bem um passe em profundidade de Garnacho...Na segunda parte...o comando do jogo pertenceu aos visitantes, salvo em pequenos intervalos...Os forasteiros conseguiram finalmente, o seu objectivo aos 30 minutos (75 minutos) com um golo de FERNANDES que desviou muito bem um «livre» marcado por Pinto. Quando se esperaria que o Caldas reagisse, nada disso aconteceu, pois os jogadores da Marinha Grande continuaram a mandar no terreno e Fernandes conseguiu, mesmo, aos 37 minutos, introduzir novamente a bola na baliza de Rita, mas o árbitro tinha apitado antes para marcar, contra os visitantes, uma falta que não descortinámos qual fosse. Quanto a nós, foi um golo limpo...Os últimos três minutos foram dramáticos com o Marinhense tentando segurar o resultado e o Caldas, embora descontroladamente, à procura com afinco, o golo da vitória. Estava escrito que este golo havia de surgir. Havia exactamente 90 minutos de jogo quando LENINE se redimiu de todos os seus erros anteriores marcando um golo que valeu oiro.


# 3.ª Jornada: VIANENSE, 1 - CALDAS, 2 (02 de Outubro de 1960).

Na edição de 03 de Outubro de 1960 do Jornal "Mundo Desportivo", titulava-se: "Triunfou a equipa que exibiu melhor futebol".

Campo Dr. José de Matos, em Viana do Castelo,

Árbitro: João Gomes, do Porto,

SPORT CLUBE VIANENSE: Desidério; Jo, Melo e Gerardo; Carmelo e Artur; Lutero, Gelucho, Serapio, Passos e Guilherme. Treinador: ?

CALDAS SPORT CLUBE: Rita; Anacleto; João Resende e Rogério; Vasco Oliveira e Orlando; Garnacho, Romeu, Janita, Antonio Pedro e Lenine. Treinador: Mariano Amaro.

Aos 22 minutos, JANITA, após um centro magnífico de Rogério fez o primeiro golo dos caldenses. Três minutos depois (25 minutos), GARNACHO, ante a indecisão da defesa vianense obteve o segundo golo do Caldas. A cinco minutos do fim, CARMELO na transformação de uma grande penalidade conseguiu o ponto de honra do Vianense.


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "A Bola"): ...Os visitantes ganharam bem...Disso não restam dúvidas a todos aqueles que assistiram ao desafio...A equipa de Mariano Amaro veio com a lição estudada - e de que maneira!...Os visitantes com uma linha avançada cheia de movimentação e alguns jogadores de valia, caso de Garnacho, e com o avançado-centro Janita, sempre na brecha, causaram calafrios á defesa local, que em muitos momentos se desorientou. Há a acrescentar ainda a acção preponderante de António Pedro, o «cérebro» da equipa...Gostámos sinceramente do grupo do Caldas. Bastante homogéneo, com alguns valores de bom recorte técnico e com uma defesa que, nas alturas difíceis, esteve sempre no caminho da bola.


# 4.ª Jornada: CALDAS, 1 - PENICHE, 1 (16 de Outubro de 1960).

Na crónica do Jornal "A Bola", publicada na edição de 17 de Outubro de 1960, titulava-se: "A figura do encontro foi o guarda-redes visitante".

Campo da Mata, em Caldas da Rainha,

Árbitro: Francisco Nogueira, de Lisboa,

CALDAS SPORT CLUBE: Rita; Anacleto e Rogério; Vasco Oliveira, João Resende e Orlando; Garnacho, Romeu, Janita, António Pedro e Lenine. Treinador: Mariano Amaro.

GRUPO DESPORTIVO DE PENICHE: Oliveira Martins; António Maria e Tito; Tino, Franco (ex: Vitória de Cernache) e Lídio; Correia Dias, Carapinha, Pinto da Rocha, Duarte e Rogério. Treinador: Juan Cédres Cabrera (Espanhol).

Ao intervalo: 0-0


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "A Bola"): O grupo «da casa» mostrou de início querer resolver a contenda a seu favor, postando-se nitidamente ao ataque, mas, aos 5 minutos, António Pedro, a um centro de Lenine, teve uma perdida flagrante, pois Oliveira Martins defendeu, instintivamente com a perna. Umas vezes, por manifesta falta de sorte, outras, por menos calma dos jogadores caldenses, estes não conseguiram, porém, os seus intentos...[e assim] chegou-se ao intervalo com o resultado em branco - o que não traduzia o domínio do Caldas nesta primeira parte, talvez porque tal domínio não era feito com cabeça e coesão geral. Na segunda parte tudo se modificou. O Peniche...tentou mais o ataque, com mais confiança nas suas possibilidades, fazendo perigar por diversas vezes a baliza à guarda de Rita, que se viu batido aos 15 minutos (60 minutos), mas o golo acabou por ser evitado milagrosamente. Com o Caldas a decair e o Peniche a crescer, os visitantes conseguiram marcar, aos 21 minutos (66 minutos), por intermédio de ROGÉRIO, então na extrema-direita, por troca com Correia Dias. Com este golo o Caldas acertou e, com ataques mais em força do que em jeito, conseguiu de novo dominar a situação. Não tendo ainda a sorte pelo seu lado, o Caldas, por intermédio de Orlando, enviou uma bola à trave, perto do fim da partida. Quando já não se esperava, António Pedro lançou a bola em profundidade e JANITA deu-lhe o caminho das redes do Peniche, precisamente ao nonagésimo minutos (90 minutos)...No Caldas, apenas é de salientar a actuação de João Resende, um pilar da defesa, o único talvez que jogou dentro das suas possibilidades.


# 5.ª Jornada: CHAVES, 3 - CALDAS, 1 (23 de Outubro de 1960).

Na crónica do Jornal "A Bola", publicada na edição de 24 de Outubro de 1960, titulava-se: "Os mais práticos ganharam por escassa margem".

Campo Municipal de Chaves, terreno de jogo enlameado e escorregadio,

GRUPO DESPORTIVO DE CHAVES: Martin; Adão e Amorim; Toni, «Quim» e Ângelo; Isidro, Mirita, Rosário, Luís e Fernando. Treinador: Domingo Garófalo (ex: Sport Clube Vila Real).

CALDAS SPORT CLUBE: Rita; Anacleto e Rogério; Vasco Oliveira, Miro e Orlando; Garnacho, Romeu, Janita, António Pedro e Lenine. Treinador: Mariano Amaro.

Primeiro tempo: 2-1.

Marcadores: ROSÁRIO (2) e MIRITA pelo Chaves; ROMEU pelo Caldas.


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "A Bola"): ...Os flavienses na verdade, tiveram inúmeras oportunidades de baliza aberta, razão porque dizemos que o marcador não expressa, com fidelidade, o sentimento de ataque dos locais. No desenvolvimento do jogo com o esférico a passar de uns para os outros, os visitantes foram superiores, mesmo quando a derrota se tornou inevitável, lutando sempre com entusiasmo. Todavia os seus esforços foram gorados...Assim, embora o Caldas tivesse deixado boa impressão, quanto ao conjunto de sua equipa, os locais, com menos preciosismo, adaptando-se melhor ao mau estado do terreno...fez jús ao triunfo com toda a justiça, e nada admirar-se-ia o «score» tivesse sido mais elevado...No primeiro tempo...os flavienses quando se atingiu a meia hora já tinham a vantagem de dois golos, ambos obtidos por ROSÁRIO e em lances semelhantes, a concluírem, da melhor maneira, centros do seu companheiro Isidro, o primeiro aos 20 minutos e o segundo, nove minutos depois. Os visitantes, sem deixarem de replicar, mas denotando maior esforço, conseguiram reduzir a diferença, a dois minutos do descanso [aos 43 minutos, por ROMEU]. No segundo tempo...só aos 20 minutos (65 minutos) o Chaves pôde elevar a marca para 3-1, sendo o golo de MIRITA obtido com um pontapé violento. Rita, ainda chegou a tocar no esférico , mas não o pôde deter.


# 6.ª Jornada: CALDAS, 3 - FEIRENSE, 2 (30 de Outubro de 1960).

Na crónica do Jornal "A Bola", publicada na edição de 31 de Outubro de 1960, titulava-se: "Certo mas difícil triunfo caldense".

Árbitro: Maximiano Afonso, de Lisboa,

CALDAS SPORT CLUBE: Rita; Anacleto e Rogério; Vasco Oliveira, João Resende e Orlando; Romeu, Tomé (ex: Sport Clube Vila Real), Janita, António Pedro e Cardoso. Treinador: Mariano Amaro.

CLUBE DESPORTIVO FEIRENSE: Zeferino; Dinis e Aurélio, Campanhã, Licínio e Lopes, Leite, Brandão, Rui Maia (ex: Associação Académica de Coimbra), José Martínez Dieste (Espanhol) e Ramalho. Orientador-Técnico: Alfredo Valadas e Treinador/Jogador: José Martínez Dieste.

Ao intervalo: 1-1.

Marcadores: JANITA, CARDOSO e ANTÓNIO PEDRO pelos locais; RUI MAIA e LEITE, pelos visitantes.


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "A Bola"): Partida ardorosamente disputada, da qual o elenco caldense só conseguira sair airosamente a quatro minutos do seu tempo, e mesmo assim, com alguma felicidade...No primeiro período o confronto decorreu de certo modo nivelado, com alternativas de supremacia, embora os caldenses se mostrassem, quase sempre, mais ameaçadores, especialmente ao acertado labor do seu defensivo. Por isso, a igualdade não traduz com justeza a superior capacidade construtiva demonstrada pela formação local. E, após o reatamento, a feição da contenda não se modificou, embora os feirenses tivessem oferecido mais oposição, dando tudo por tudo para lograr, pelo menos, um ponto...Foi portanto, a golpes de energia que a contagem foi favorável aos caldenses, onde Rita...Tomé, que teve estreia muito auspiciosa e António Pedro foram as figuras salientes, bem coadjuvados por João Resende e Rogério.


# 7.ª Jornada: OLIVEIRENSE, 2 - CALDAS, 1 (06 de Novembro de 1960).

Na crónica do Jornal "A Bola", publicada na edição de 07 de Novembro de 1960, titulava-se: "Vitória justa mas difícil de arrancar".

Campo Carlos Osório, em Oliveira de Azeméis,

Árbitro: José Pereira, de Viseu,

UNIÃO DESPORTIVA OLIVEIRENSE: Ferdinando; Pinho I e Correia; Júlio Pinto, Pinho II e André; Martins, Branca, Valente, Lucídio e Santos I. Treinador: Sándor Peics (Húngaro, também conhecido pelos nomes de Aleksandar Peic ou Alexandre Peics).

CALDAS SPORT CLUBE: Rita; Orlando e Rogério; António Pedro, João Resende, Vasco Oliveira, Garnacho, Elísio Bispo (ex: Atlético Clube de Portugal), Tomé, Janita e Cardoso. Treinador: Mariano Amaro.

Primeira parte: 0-0.

Marcadores: BISPO, aos 46 minutos, pelo Caldas; VALENTE, aos 65 minutos e JÚLIO PINTO, aos 73 minutos, pela Oliveirense.

CRÓNICA DO JOGO (Jornal "A Bola"): A partida era aguardada com certo interesse, pois tratava-se de dois grupos com destacadas pretensões na prova em curso...Notava-se no Caldas a preocupação de suster o ímpeto dos locais, mercê de uma defesa bem organizada, não descurando o ataque, feito quase sempre em contra-ataques rápidos, procurando aproveitar qualquer deslize da defesa local...A primeira parte terminou sem que o aspecto do jogo se modificasse. O empate sem golos, verificado nesta altura, pode considerar-se lisonjeiro para os caldenses e só se devendo à boa actuação de Rita. A segunda parte principiou com o golo do Caldas. Um desentendimento entre Pinho II e Ferdinando acabou a colocar a bola nos pés de BISPO, que mais trabalho não teve que o de empurrar para dentro da baliza deserta. Com o resultado favorável, o Caldas reforçou ainda mais o seu reduto defensivo, procurando, deste modo, tornar inúteis todos os esforços dos locais. Estes, porém, num esforço desesperado, lutavam valentemente, procurando encontrar na forte e por vezes dura defesa visitante uma aberta que lhes permitisse desfeitear Rita, que continuava a defender tudo. Até que...aos 21 minutos (65 minutos), viram os seus esforços coroados de êxito, merce de um golo marcado por VALENTE. Conseguido o empate, havia de procurar a vitória [o que conseguiram 12 minutos mais tarde, através de JÚLIO PINTO]. O último quarto-de-hora foi jogado com ambos os grupos procurando modificar o resultado, sem, que contudo, o tivessem conseguido.


# 8.ª Jornada: CALDAS, 2 - BOAVISTA, 0 (13 de Novembro de 1960).

Na crónica do Jornal "A Bola", publicada na edição de 14 de Novembro de 1960, titulava-se: "Vitória normal do futebol ofensivo".

Campo da Mata, nas Caldas da Rainha,

Árbitro: Henrique Silva, de Lisboa,

CALDAS SPORT CLUBE: Rita; Anacleto e Orlando; António Pedro, João Resende e Vasco Oliveira, Garnacho, Tomé, Janita, Elísio Bispo e Cardoso. Treinador: Mariano Amaro.

BOAVISTA FUTEBOL CLUBE: Zeca; Ribeiro e Artur, Sá Pereira, Franco e Eugénio; Cabral, Cipriano, Adriano, Guilherme e Adérito (ex: F.C. Porto). Treinador: János Hrotkó (ex: Sport Clube Vianense).

1.ª parte: 1-0. Aos 38 minutos, na sequência dum cruzamento de Orlando, por TOMÉ de cabeça.

2.ª parte: 1-0. Aos 20 minutos (65 minutos), na marcação de um «canto» Cardoso tocou curto para Bispo, que lhe devolveu o passe. O centro saiu na conta, e TOMÉ, novamente de cabeça, estabeleceu o resultado final.


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "A Bola"): Pelo Campo da Mata ecoaram ontem, lembranças do antigo fausto de divisão cimeira...Foi realmente muitíssimo bem jogado este desafio...entre os caldenses e os homens do Bessa...Os primeiros momentos do desafio mostraram ambos os sectores de retaguarda a impor-se às tentativas dos ataque adversários. A bola rondava ambas as balizas (mais a de Zeca) mas nunca o perigo parecia eminente. Até que aos 34 minutos...[a turma caldense atira com a bola à barra]...A jogada galvanizou a turma da «casa» que, num crescendo de entusiasmo, obteve 4 minutos depois o seu primeiro tento e até ao final da 1.ª parte não mais sairia do meio-campo adversário...A 2.ª parte iniciou-se com iguais perspectivas [chegando o Caldas com naturalidade ao segundo golo]...No Caldas, onde todos cumpriram, um triunvirato a destacar. Cardoso, um novo que se começa a impor como ídolo local, com excelente arranque, perfeito domínio de bola, «drible» fácil, discernimento do lance e pontapé forte. António Pedro, ainda uma utilidade e valor insubstituível nas fileiras do Caldas, foi uma grande figura do jogo, sempre em toda a parte do campo. João Resende é um jogador de excelente categoria, amo e senhor da zona à sua guarda, e fez uma exibição a merecer nota elevada.


# 9.ª Jornada: BENFICA E CASTELO BRANCO, 4 - CALDAS, 1 (20 de Novembro de 1960).

Na crónica do jornalista Bernardo Ceia, do Jornal "A Bola", publicada na edição de 21 de Novembro de 1960, titulava-se: "«Faltou» o Caldas para um despique melhor".

Campo Municipal de Castelo Branco,

Árbitro: António Marques Inês, de Santarém,

SPORT BENFICA E CASTELO BRANCO: Henrique; Juca e Sebastião; Wilson, Henrique Silva e David; Mateus (ex: Lusitano de Évora), Ramos, Graça, José da Costa e Rodrigo Cunha Velho (ex: Belenenses-Reservas). Treinador: António Feliciano (ex: Desportivo de Chaves).

CALDAS SPORT CLUBE: Rita; Anacleto e Orlando; Vasco Oliveira, João Resende e António Pedro; Garnacho, Tomé, Janita, Elísio Bispo e Cardoso. Treinador: Mariano Amaro.

Marcadores: MATEUS (2), GRAÇA E CUNHA VELHO, pelos locais; JANITA, pelos visitantes.


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "A Bola"): No primeiro período, o jogo decorreu em toada de equilíbrio, com leve ascendência dos locais, que foram mais esclarecidos no jogo que desenvolveram, enquanto os caldenses, manobrando com desenvoltura, foram quase sempre inofensivos, por excessos de passes. Após o reatamento, o quarto tento dos locais, logo no primeiro minuto desmoronou completamente todas as possibilidades de reviravolta, porquanto o vencedor estava encontrado. Entretanto, nem por isso os caldenses, dando sempre boa réplica lograram reduzir a desvantagem. Foi então que se jogou melhor. A um minuto do termo, os visitantes desaproveitaram uma grande penalidade...[No Caldas] Janita, António Pedro e Tomé, os de labor mais acertado.


# 10.ª Jornada: CALDAS, 1 - GIL VICENTE, 0 (27 de Novembro de 1960).

Na crónica do jornalista Sousa Varela, do Jornal "A Bola", publicada na edição de 28 de Novembro de 1960, titulava-se: "Prémio de domínio que não de bom jogo".

Campo da Mata, em Caldas da Rainha,

Árbitro: Isidro Fragoso, de Santarém,

CALDAS SPORT CLUBE: Rita; Anacleto e Rogério; António Pedro, João Resende e Orlando; Romeu, Tomé, Janita, Garnacho e Elísio Bispo. Treinador: Mariano Amaro.

GIL VICENTE FUTEBOL CLUBE: Armando (ex: F.C. Porto); Antunes e Faneca; Vieira, Pedro e Ferreira, Manuelzinho, Pepe, Canário, João Mendonça (ex: Vitória de Setúbal) e Sílvio. Treinador: ?

O único golo da partida foi marcado por TOMÉ, aos 21 minutos (66 minutos) da segunda parte, mercê de um bom esforço individual deste jogador.


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "A Bola"): Antes de começar o encontro, havia um ambiente de pouca confiança em volta da equipa caldense, dado que esta se via privada, por motivos de doença, de alguns elementos básicos na organização do jogo da equipa, especialmente no ataque. A maneira como o jogo decorreu veio dar razão àqueles que se mostravam apreensivos. Logo que principiou o encontro, e embora a turma local se tenha instalado imediatamente no meio-campo contrário notou-se logo que o sector atacante do Caldas, com exclusão de Tomé, só muito dificilmente penetraria, com algumas possibilidades de fazer golo, na bem organizada defensiva adversária. Mesmo assim, aos 13 minutos, Janita, de cabeça, falhou espectacularmente uma ocasião de fazer funcionar o marcador, Até à meia-hora, a partida continuou a ter o mesmo aspecto: domínio constante mas improfícuo dos caldenses...Na segunda parte, a equipa caldense apareceu profundamente alterada e começou logo a mostrar-se mais perigosa...[que] viu os seus esforços recompensados...com a obtenção de um golo, que viria a ser o da vitória. Depois do golo e porque o Gil Vicente abrandou a sua toada defensiva, buscando o empate, os atacantes caldenses, deixando de ter pela frente a cerrada defesa dos forasteiros, tiveram então, o seu melhor período...No Caldas, que não fez ainda a exibição que os adeptos há tanto esperam, notou-se excesso de veterania...


# 11.ª Jornada: CALDAS, 8 - U. COIMBRA, 0 (04 de Dezembro de 1960).

Na crónica do jornalista Sousa Varela, do Jornal "A Bola", publicada na edição de 05 de Dezembro de 1960, titulava-se: "Uma boa partida com resultado quase certo".

Campo da Mata, nas Caldas da Rainha,

Árbitro: Manuel Neto, de Lisboa,

CALDAS SPORT CLUBE: Rita; Anacleto e Orlando; Vasco OLiveira, João Resende e Carlos Alberto; Carlos Ferreira, Tomé, Janita, António Pedro e Cardoso. Treinador: Mariano Amaro.

CLUBE DE FUTEBOL UNIÃO DE COIMBRA: Negalho; Brito e Lua; Matiota, Severino e Zeca; Locas, Aprígio, Orlando Vieira, Bétinho e Olivar. Treinador: Juan Callichio.

Primeira parte: 4-0, com golos de JANITA, aos 7, 17 e 29 minutos, e TOMÉ, aos 45 minutos.

Na segunda parte, 4-0, com golos de JANITA, aos 18 (63 minutos) e 25 minutos (70 minutos); ANTÓNIO PEDRO, aos 9 minutos (54 minutos), na transformação de uma grande penalidade, e TOMÉ, aos 39 minutos (84 minutos).


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "A Bola"): A partida constituiu um esplêndido espectáculo de futebol, já porque o Caldas realizou, de facto, uma boa exibição, já porque o União de Coimbra, fazendo sempre um jogo aberto, foi um bom colaborador. Parece-nos, no entanto, que merecia o ponto de honra...A equipa caldense fez, neste jogo, a melhor exibição da época, jogando já muito perto daquilo que o valor dos elementos que a compõem pode permitir...


# 12.ª Jornada: BEIRA-MAR, 3 - CALDAS, 1 (11 de Dezembro de 1960).

Na crónica do jornalista João Sarabando, do Jornal "A Bola", publicada na edição de 12 de Dezembro de 1960, titulava-se: "Sem discussão a vitória aveirense".

Campo Mário Duarte, em Aveiro,

Árbitro: Marques da Silva, do Porto,

SPORT CLUBE BEIRA-MAR: Violas; Louceiro (ex: Académico do Porto) e Jurado (ex: Sport Lisboa e Benfica-reservas); Amândio (ex: Desportivo de Chaves), Liberal e Marçal; Miguel (ex: Clube de Futebol "Os Belenenses"), Laranjeira, Calisto, Ruben Garcia (Argentino e ex: Farense) e Paulino. Treinador: Anselmo Pisa (Argentino).

CALDAS SPORT CLUBE: Rita; Anacleto e Rogério; Carlos Alberto, João Resende e Vasco Oliveira; Carlos Ferreira, Tomé, Janita, António Pedro e Cardoso. Treinador: Mariano Amaro.

INCIDÊNCIA DO JOGO: Vasco Oliveira aos 14 minutos, lesionou-se, saindo do rectângulo do jogo para não mais regressar.

Primeiro tempo: 0-0.

Marcadores: GARCIA (2) aos 46 e 49 minutos e CALISTO, aos 60 minutos, pelo Beira-Mar, JANITA, aos 70 minutos, pelo Caldas.


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "A Bola): ...Os caldenses acusando a certa altura a forçada ausência de Vasco [Oliveira] e, sem dúvida, as dificuldades criadas a todo o momento pelo adversário, estiveram apenas discretos...Volvendo ao início do jogo, é mister dizer-se que o primeiro quarto de hora foi disputado de igual para igual. A incursão respondia-se com incursão, a remate com remate. Com o lesionamento casual de Vasco [Oliveira], António Pedro, que vinha reforçando a defesa, sem descurar de todo o ataque recuou mais, e o outro interior, Tomé, tratou de vir ajudar também os sectores atrasados. Como se compreende, o Beira-Mar cresceu, exercendo certa pressão e visando com mais frequência a baliza...Este surto dos beira-marenses não deu fruto em golos, mas o Caldas perturbou-se, algumas vezes, ante a agressividade dos contrários...Depois com o triunfo...cimentado, o Beira-Mar amoleceu relativamente, pelo que o Caldas voltou a restabelecer o equilíbrio territorial e a fazer mais surtidas até às suas imediações. Mas tudo seria baldado...não há que discutir a vitória do Beira-Mar. Este rematou mais e melhor, foi sempre mais perturbante, disfrutou de mais largos períodos de domínio territorial...O Caldas por seu turno, ficando cedo inferiorizado numericamente, tornou-se não raro vacilante, dando todavia indícios claros do seu real valor como equipa em numerosas circunstancias...Entre os visitantes, três nomes fulgiram: António Pedro, que trabalhou muito e talentosamente; João Resende sempre a multiplicar-se na defesa da zona de verdade, e Rita com defesas repetidas e muitas delas brilhantíssimas.


# 13.ª Jornada: CALDAS, 3 - TORREENSE, 1 (18 de Dezembro de 1960).

Na crónica do jornalista do Jornal "A Bola", Sousa Varela, publicada na edição de 19 de Dezembro de 1960, titulava-se: "Jogo pobre e vitória certa".

Campo da Mata, em Caldas da Rainha,

Árbitro: Renato Santos, de Coimbra,

CALDAS SPORT CLUBE: Rita; Anacleto e Rogério, Orlando, João Resende e Carlos Alberto; Carlos Ferreira, Tomé, Janita, António Pedro e Cardoso. Treinador: Mariano Amaro.

SPORT CLUBE UNIÃO TORREENSE: Varatojo; Hermínio e Humberto; José da Costa, Abílio e Luís; Mateus; Saldanha, Ricardo Perez (Argentino), Mendes e Madaleno. Treinador/Jogador: Ricardo Perez (ex: Grupo Desportivo de Peniche).

Primeira parte: 1-0.

Marcadores: JANITA, HUMBERTO (na própria baliza) e TOMÉ, pelo Caldas; MATEUS, pelo Torriense.


CRÓNICA DE JOGO (Jornal "A Bola"): ...O Caldas começou bem enleando com certa facilidade o sector defensivo adversário. Os seus avançados procuraram fazer o seu jogo com passes longos e para a frente que punham em sobressalto a defesa adversária. Assim, aos 7 minutos, António Pedro lançou muito bem JANITA, deixando-o isolado em frente da baliza torriense. Este que, de Domingo para Domingo, vem mostrando cada vez maior confiança nas suas possibilidades, desviou , com um ligeiro toque, o esférico do guarda-redes e introduzi-o na baliza. Parecia que a equipa caldense, já lançada ao ataque e tão cedo na posição de vencedora, não mais perderia o comando do jogo. Puro engano...começou a verificar-se um facto curioso: o Torriense praticava o melhor futebol, dominava, mas as oportunidades mais flagrantes de perigo surgiam exactamente em frente da sua baliza. A equipa local, contra atacando sempre que podia criava oportunidades de golo que o domínio dos forasteiros não fazia surgir...A começar a segunda parte, o aspecto da partida manteve-se...E foi quando se esperava o golo do empate do Torriense que um sopro de desventura atingiu a equipa. O seu defesa-esquerdo, Humberto, iam decorridos 10 minutos (55 minutos), cortou uma avançada caldense e ficou de posse do esférico; Janita, sempre lutador, aproximou-se; perante a chegada do perigoso avançado caldense, HUMBERTO, que nos pareceu ficar perturbado, pretendeu passar a bola ao seu guarda-redes, e com tanta infelicidade o fez que introduziu o esférico na sua baliza. O Torriense acusou o golpe...E o Caldas passou a aparecer com certa insistência ao ataque. Aos 19 minutos (64 minutos), Janita rematou forte. O guarda-redes forasteiro mais não conseguiu do que defender com uma palmada para a frente e TOMÉ, aparecendo oportuno à recarga, não perdoou. Foi o golpe final nas aspirações do Torriense...[que ainda assim] já só conseguia alguns contra ataques e foi num deles, aos 32 minutos (77 minutos) que MATEUS (que tinha sido jogador do Caldas, na Época de 1958/1959) se conseguiu isolar e fazer o ponto de honra de sua equipa...A partida foi quase sempre interessante de seguir dado que deu aos espectadores a possibilidade duma comparação entre o futebol rendilhado e bonito praticado pelo Torriense e o futebol prático de bola a correr sempre para a frente do Caldas. No fim da partida tinha vencido o mais «feio» talvez mas sem dúvida, o mais próprio para ganhar jogos.

FIM DA PRIMEIRA VOLTA.


quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

2.ª Divisão (Zona Norte) - Época 1959/1960 - 2.ª volta

# 14.ª Jornada: CALDAS, 1 - ACADÉMICO DE VISEU, 1 (10 de Janeiro de 1960).

Na crónica do jornalista Pedro Mesquita, do Jornal "Mundo Desportivo", publicada na edição de 11 de Janeiro de 1960, titulava-se: "O trabalho da defesa visitante justificou o resultado".

Campo da Mata, em Caldas da Rainha,

Árbitro: Eduardo Gouveia, de Lisboa,

CALDAS SPORT CLUBE: Vítor; João Resende, Amaro e Rogério; Vasco Oliveira e António Pedro, Orlando, Romeu, González, Bambo e Cardoso. Treinador: József Szabó.

ACADÉMICO FUTEBOL CLUBE (DE VISEU): Hélder; Mário, Silvino e Aniceto; Martin Ortega (Espanhol) e Sebastião; Amaro, Franco, Vaz, Orlando e Quintino. Treinador: Josef Fabian.


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "Mundo Desportivo"): ...A primeira parte decorreu em toada algo monótona com as duas turmas a estudarem-se mutuamente procurando jogar bem, sim, mas sem velocidade e sem garra...Apenas aos 18 minutos, uma boa jogada de António Pedro foi finalizada com um remate que parecia destinado a golo, mas a bola bateu na trave e acabou por sair para fora...Na segunda parte, o ataque caldense começou a jogar melhor e com mais rapidez e, aos 6 minutos (51 minutos), os locais obtiveram o seu golo com um pontapé fortíssimo de GONZÁLEZ que Hélder foi impotente para deter. Passados 6 minutos, o mesmo Gonzalez na marcação de um livre rematou com violência à barra e a recarga de António Pedro permitiu que o guardião visitante defendesse com grande brilho. O jogo ganhou, então, maior animação pois os viseenses começaram a procurar o empate e conseguiram-no aos 20 minutos (65 minutos) com um golo de ORLANDO [do Académico], que finalizou da melhor maneira uma grande confusão na grande área dos locais...O resultado acabou por estar certo. Embora os caldenses tivessem tido mais oportunidades de golo [e]...não foram perdidas pela chamada falta de sorte, mas sim por carência absoluta de cabeça e perícia. Na equipa local, que voltou a ter grandes dificuldades no seu campo, destacaram-se: António Pedro, Vasco Oliveira, Romeu, Cardoso e Bambo.


# 15.ª Jornada: CALDAS, 3 - SANJOANENSE, 1 (17 de Janeiro de 1960).

Na crónica do jornalista Pedro Mesquita, do Jornal "Mundo Desportivo", publicada na edição de 18 de Janeiro de 1960, titulava-se: "Jogo agradável e vencedor certo".

Campo da Mata, em Caldas da Rainha,

Árbitro: Viriato Maximiano, de Lisboa,

CALDAS SPORT CLUBE: Vítor; Djalma (ex: Sport Lisboa e Benfica-reservas), González e João Resende; Vasco Oliveira e António Pedro; Janita, Romeu, Bambo, Pittolo e Cardoso. Treinador: József Szabó.

ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA SANJOANENSE: Ramiro; Juca, Alvarez e Palmeiro; Nélson e Rodrigues, Grilo, Macedo, Medina, Gomes e Silva. Treinador: António Rosato.


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "Mundo Desportivo"): Contra o que seria de esperar, os visitantes iniciaram o encontro em toada e franco ataque e esta táctica pareceu surpreender um tanto a equipa local...[que] com o decorrer do tempo...foi-se impondo e com toda a naturalidade, marcaram o primeiro golo...[que aconteceu] aos 35 minutos. Ramiro executou um pontapé de baliza tentando, como é costume, passar a bola ao seu defesa para este a devolver. CARDOSO, no entanto, conseguiu apoderar-se da bola e atirou-a de ângulo difícil, para as redes desertas, fazendo assim o 1.º tento da partida. Cinco minutos depois, uma jogada de insistência de Janita colocou a bola á frente de ROMEU, que, em corrida, desferiu pontapé fortíssimo e estava feito o 2.º golo. Na segunda parte, os visitantes entraram, novamente, de rompante, tentando reduzir a desvantagem e, desta vez, foram mais felizes, pois conseguiram-no aos 11 minutos (56 minutos): centro comprido da direita encontrou MACEDO livre de adversários em frente da baliza caldense. O interior visitante sem parar a bola, rematou e bateu Vítor sem remissão. A partir desta altura o jogo ganhou ainda mais animação com os visitados, procurando o golo que lhes daria a tranquilidade e os visitantes tentando o golo que lhes daria o empate...[mas apareceu, isso sim, o terceiro golo para o Caldas] aos 30 minutos (75 minutos), quando JANITA levou a melhor em luta com Alvarez, correndo para a linha de cabeceira. Quanto tudo fazia esperar um centro, o dianteiro caldense resolveu tentar a sua sorte atirando à baliza. O guarda-redes visitante, surpreendido pela trajectória da bola, viu esta passar-lhe por cima acabando por bater no poste contrário, antes de se anichar nas redes...A equipa da casa que actuou desta vez com todos os jogadores nos seus respectivos lugares fez uma exibição que esteve mais de harmonia com as suas possibilidades. Distinguiram-se: González, João Resende, Vasco Oliveira, Cardoso e Janita.


A Equipa que ganhou à Sanjoanense, no Campo
da Mata. Em pé, da esquerda para a direita:
Aurélio (guarda-redes suplente); Djalma; João
Resende; Vasco Oliveira; António Pedro; González
e Vítor. Em baixo, pela mesma ordem: Romeu;
Cardoso; Janita; Bambo e Pittolo.


# 16.ª Jornada: ESPINHO, 2 - CALDAS, 0 (24 de Janeiro de 1960).

Na crónica do jornalista João Gomes, do Jornal "Mundo Desportivo", publicada na edição de 25 de Janeiro de 1960, titulava-se: "Ampla supremacia dos tigres da Costa Verde".

Campo da Avenida, em Espinho, tarde muito ventosa,

Árbitro: Francisco Silva, do Porto,

SPORTING CLUBE DE ESPINHO: Varela; Padrão, Walter Brandão e Alberto; Adriano e Alcobia; Loureiro, Pinho, Wladimiro, Bouçon e Luciano. Treinador: António Reis.

CALDAS SPORT CLUBE: Vítor; Anacleto, González e João Resende; Djalma e António Pedro, Lenine, Romeu, Janita, Júlio [refere-se ao jogador argentino Pittolo] e Cardoso. Treinador: József Szabó.

Golos aos 24 minutos e aos 36 minutos, marcados por BOUÇON, a centro de Pinho, e por WLADIMIRO, também a centro do seu extremo-direito (Pinho).


CRÓNICA DE JOGO (Jornal "Mundo Desportivo"): Na primeira parte, beneficiando dos favores do vento, os locais imprimiram grande velocidade ao jogo e impuseram-se nitidamente. No segundo tempo, quando se aguardava que os caldenses por seu turno, a beneficiarem do vento, se lançassem ao ataque, tal não aconteceu, sendo o Espinho quem manteve o comando do jogo e prosseguiu dominando...Só nos últimos 15 minutos os forasteiros procuraram reagir, mas o seu jogo miudinho permitia a recuperação dos defesas locais...No Caldas , João Resende, González, António Pedro e Lenine estiveram em evidência.


# 17.ª Jornada: CALDAS, 2 - PENICHE, 1 (07 de Fevereiro de 1960).

Na crónica do jornalista Pedro Mesquita, correspondente, nas Caldas da Rainha, do Jornal "Mundo Desportivo", publicada no dia 08 de Fevereiro de 1960, titulava-se: "Um justo vencedor e um excelente vencido".

Campo da Mata, em Caldas da Rainha,

Árbitro: Hermínio Soares, de Lisboa,

CALDAS SPORT CLUBE: Vítor; João Resende, González e Anacleto; Orlando e António Pedro, Romeu, Pittolo, Janita, Bambo e Cardoso. Treinador: József Szabó.

GRUPO DESPORTIVO DE PENICHE: Alexandre; António Maria, Varela e Tito, Arturo e Aníbal; Correia Dias, Carapinha, Gonçalves, Duarte e Rogério. Treinador/Jogador: Ricardo Perez.


CRÓNICA DE JOGO (Jornal "Mundo Desportivo"): Desde a bola de saída se notou que as duas equipas tinham entrado no terreno com o pensamento posto unicamente na vitória final...Embora usando sistemas de jogo diferentes, passes compridos os extremos com centros rápidos a pedir o remate final, por parte do Peniche e jogo «mais miúdo», com passes certos e procurando de preferência a infiltração pelo centro do terreno, por parte do Caldas, o domínio territorial repartiu-se...até nas oportunidades de golo...Apenas em golos feitos o Caldas teve vantagem. Aos 22 minutos, uma jogada de insistência de Cardoso proporcionou um passe a ROMEU, que rematando de ângulo bastante fechado fez o primeiro golo do Caldas. Aos 33 minutos, uma prisão de pés ao avançado-centro do Peniche na grande área caldense foi castigado com a respectiva grande penalidade, que CORREIA DIAS converteu no golo do empate. dez minutos volvidos, novo castigo máximo, desta vez contra os visitantes, por «mão» de um seu defesa. JOÃO RESENDE, encarregado de marcar o castigo, estabeleceu o resultado final. Distinguiram-se no Caldas: Pittolo, o melhor jogador no terreno, Vítor, João Resende e António Pedro.


# 18.ª Jornada: MARINHENSE, 1 - CALDAS, 0 (14 de Fevereiro de 1960).

Na crónica do Jornal "Mundo Desportivo", publicada na edição de 15 de Fevereiro de 1960, titulava-se: "Num jogo emocionante os locais foram superiores".

Campo da Portela, na Marinha Grande,

ATLÉTICO CLUBE MARINHENSE: Serrano; Santos, Zeca e Remígio (ex: Farense); Malveira e Reis, Chino, Jacinto, Isidro, Carapinha e Armando (Caboverdiano e ex: Farense). Treinador: Julinho.

CALDAS SPORT CLUBE: Rita; João Resende, González e Anacleto; Orlando e António Pedro; Romeu, Pittolo, Janita, Cordeiro e Cardoso. Treinador: József Szabó.


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "Mundo Desportivo"): Este encontro que era aguardado com justificado interesse devido à rivalidade existente e à pretensão que os dois clubes têm na prova foi emotivo e agradou...As ocasiões de golo surgiram com frequência mas a defesa visitante, fechando muito bem a sua baliza e a falta de sorte nalguns lances impediram os locais de justificarem o seu domínio em tentos. Iam decorridos 18 minutos quando Isidro teve uma jogada pelo lado direito culminada com um centro primoroso. JACINTO no centro do terreno, lançando-se em voo, marcou de cabeça um excelente golo que viria a ser o único do encontro e da vitória da sua equipa...[Este golo fez] com que a desorientação se apossasse dos visitantes que apenas se limitavam a defender e a contra-atacar esporadicamente, mas sem perigo, e com a nota lamentável de procurarem o adversário em vez da bola e a levarem o encontro para a dureza, dando azo até que João Resende fosse expulso aos 40 minutos. No segundo tempo...[os] visitantes [procuraram] equilibrar a partida, o que por vezes lograram. Mas foram ainda os marinhenses que tiveram as melhores oportunidades de marcar...


# 19.ª Jornada: CALDAS, 5 - U. COIMBRA, 1 (21 de Fevereiro de 1960).

Na crónica do jornalista Pedro Mesquita, do Jornal "Mundo Desportivo", publicada na edição de 22 de Fevereiro de 1960, titulava-se: "...E a diferença poderia ser ainda maior".

Campo da Mata, em Caldas da Rainha,

Árbitro: Raúl Martins, de Lisboa,

CALDAS SPORT CLUBE: Vítor; Rogério, González e Anacleto; Orlando e António Pedro, Lenine, Pittolo, Janita, Romeu e Cardoso. Treinador: József Szabó.

CLUBE DE FUTEBOL UNIÃO DE COIMBRA: Rogério; Luz, Juan Callichio e Cordeiro; Zeferino e Zeca, Picareta, Matiota, Betinho, Vieira e Costa. Treinador/Jogador: Juan Callichio.


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "Mundo Desportivo"): O Caldas entrou a jogar em grande estilo, com rápidas e magníficas trocas de bolas, entre os seus avançados...O marcador começou a funcionar aos 20 minutos, quando numa magnífica jogada de Cardoso proporcionou a LENINE o remate vitorioso. Dois minutos depois, JANITA aproveitou uma bola repelida por Cordeiro, em cima do risco de baliza para elevar a marca para 2-0...No segundo tempo, a equipa local entrou a jogar com mais vagares, e disso se aproveitaram os visitantes para tentarem equilibrar a partida. Callichio foi expulso por agressão ao seu compatriota González e como consequência, o União quebrou novamente, enquanto o Caldas crescia...Aos 22 minutos (67 minutos), PITTOLO rematou de longe e obteve o 3.º golo, com culpas para Rogério. Aos 28 minutos (/3 minutos) LENINE alcançou o 4.º golo e, dois minutos volvidos JANITA aproveitando um percalço de Rogério, numa defesa a remate de Bitollo fez o 5.º tento. Os visitantes puderam reduzir depois a diferença, por intermédio de VIEIRA, aos 43 minutos (88 minutos). O Caldas realizou exibição de nível muito aceitável parecendo estar a melhorar de «forma»...


# 20.ª Jornada: VILA REAL, 2 - CALDAS, 0 (06 de Março de 1960).

Na crónica do jornalista Filinto Oliveira Baptista, do Jornal "Mundo Desportivo", publicada na edição de 07 de Março de 1960, titulava-se: "Ângelo e a força de vontade dos locais ditaram o resultado".

Campo Monte da Forca, em Vila Real,

Árbitro: Francisco Guerra, do Porto,

SPORT CLUBE VILA REAL: Vítor Cabral; Platas, Ângelo e Quim; Bibelino e Domingo Garófalo, Matos, Avelino, Tomé, Castanheira «capitão» e Guilherme. Treinador/Jogador: Domingo Garófalo.

CALDAS SPORT CLUBE: Vítor; Rogério, Gonzalez e Anacleto; Orlando e António Pedro «capitão», Lenine, Júlio, Janita, Romeu e Cardoso. Treinador: József Szabó.

Ao intervalo: 0-0. Golos de ÂNGELO, aos 63 e 83 minutos.

Antes do encontro Castanheira entregou a António Pedro um galhardete do Sport Clube Vila Real, comemorando a primeira visita do Caldas a esta cidade. As equipas alinharam nos seus respectivos lugares e foi guardado um minuto de silêncio pela vítimas [do terramoto, ocorrido em 29 de Fevereiro de 1960] de Agadir (Marrocos).


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "Mundo Desportivo"): Nesta primeira parte, os visitantes dominaram com passes perfeitos e bem medidos mas os seus dianteiros perderam-se na zona de tiro...Na segunda parte o Vila Real...começou a jogar com «alma» invulgar [o que os levou à vitória]...Júlio, Janita, Romeu e Gonzalez foram os melhores do Caldas.


# 21.ª Jornada: CALDAS, 1 - BEIRA-MAR, 1 (13 de Março de 1960).

Na crónica do jornalista Pedro Mesquita, do jornal "Mundo Desportivo", publicada na edição de 14 de Março de 1960, titulava-se: "A sorte do jogo esteve com os visitantes".

Campo da Mata, nas Caldas da Rainha,

Árbitro: Maximino Afonso,

CALDAS SPORT CLUBE: Vítor; Djalma; Gonzalez e Anacleto; Orlando e António Pedro; Lenine, Pittolo, Janita, Romeu e Cardoso. Treinador: József Szabó.

SPORT CLUBE BEIRA-MAR: Violas; Pastorinha, Liberal e Evaristo; Marçal e Hassan-Ali; Correia, Laranjeira, Raimundo, Mota e Calixto. Treinador: Anselmo Pisa.


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "Mundo Desportivo"): A equipa local podia ter conseguido na 1.ª parte, um resultado suficientemente amplo que a pusesse a coberto de qualquer surpresa, mas a falta de sorte e a bem organizada defesa visitante, evitaram que isso acontecesse. [Depois de duas bolas à trave, aos 13 minutos por González e aos 22 minutos por Romeu, além de três defesas magistrais do guarda-redes Violas]...O golo que o Caldas de há muito vinha a merecer surgiu aos 30 minutos, apontado com muita visão por LENINE...Na segunda parte...os locais continuaram a comandar a partida, de tal modo que só aos 20 minutos (65 minutos) Vítor foi obrigado a intervir. Mas aos seus jogadores faltou...a garra e a velocidade manifestados no 1.º tempo...E [os aveirenses], no quarto de hora final, começaram a assediar com mais frequência as balizas caldenses. Os seus esforços foram coroados de êxito, pois aos 40 minutos (85 minutos), Vítor entrou em falta sobre Correia dentro da grande área e a respectiva grande penalidade bem marcada por MARÇAL deu-lhes o golo do empate. Nos minutos finais, o Caldas procurou com afinco, mas atabalhoadamente, o tento da vitória mas a defesa visitante não o consentiu.


# 22.ª Jornada: OLIVEIRENSE, 2 - CALDAS, 3 (20 de Março de 1960).

Na crónica do jornalista Francisco Landureza, do Jornal "Mundo Desportivo", publicada na edição de 21 de Março de 1960, titulava-se: "A equipa local teve o pássaro na mão e deixou-o fugir".

Campo Carlos Osório, em Oliveira de Azeméis,

Árbitro: Costa Martins, do Porto,

UNIÃO DESPORTIVA OLIVEIRENSE: Ferdinando; Pinho I, Pinho II e Armando; Júlio Pinto e André; Martins; Valente, Santos I, Celso e Santos II. Treinador: Pintos Rey.

CALDAS SPORT CLUBE: Rita; Djalma, González e Anacleto; Orlando e António Pedro; Lenine, João Resende, Garnacho, Romeu e Cardoso. Treinador: József Szabó.

Ao intervalo: 2-0 a favor dos locais. Aos 21 minutos, SANTOS I abriu o activo e, aos 40 minutos, JULIO PINTO obteve o 2.º golo. No segundo tempo, aos 21 minutos (66 minutos), GONZÁLEZ reduziu a diferença para 1-2, e aos 29 minutos (74 minutos) e 40 minutos (85 minutos), ROMEU, (que marcou os dois golos da reviravolta) fixou o resultado em 2-3.


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "Mundo Desportivo"): Os caldenses...saíram totalmente errados [ao intervalo perdiam por 2-0], pois a turma de Jozé Sezabo (o nome «aportuguesado» como ficou conhecido), com a desvantagem no marcador, longe de perder o norte, procurou disciplinar a sua manobra com António Pedro mais adiantado no terreno a organizar lances práticos, fazendo a equipa subir de poder e agressividade. Os golos dos forasteiros começaram a surgir como consequência lógica disso...a vitória dos caldenses aceita-se como corolário do seu labor no terreno, mas o empate não escandalizaria.


# 23.ª Jornada: CALDAS, 4 - VIANENSE, 0 (03 de Abril de 1960).

Na crónica do jornalista Pedro Mesquita, do Jornal "Mundo Desportivo", publicada na edição de 04 de Abril de 1960, titulava-se: "Superioridade técnica da equipa visitante".

Campo da Mata, em Caldas da Rainha,

Árbitro: Jaime Pires, de Lisboa,

CALDAS SPORT CLUBE: Rita; Rogério, González e Anacleto; Amaro e Orlando; Lenine, João Resende, Garnacho, António Pedro e Cardoso. Treinador: József Szabó.

SPORT CLUBE VIANENSE: Desidério; Neto, Daniel Szabó e Pinho; Gonçalves e Gerardo; Lutero, János Hrotkó, Gelucho, Barros e Casimiro. Treinador/Jogador: János Hrotkó.


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "Mundo Desportivo"): [Num jogo que, curiosamente, opôs o pai, József Szabó do Caldas, ao filho, Daniel Szabó, do Vianense (que mais tarde, infelizmente, viria a morrer em Angola, no decurso da Guerra Colonial)]...Cedo começaram os remates á baliza de Desidério, como consequência do maior domínio caldense...O primeiro golo dos caldenses, corolário lógico da sua superioridade, surgiu aos 15 minutos, em recarga a uma bola largada por Desidério...[mas] foram os visitantes que perderam as melhores oportunidades falhadas...Na segunda parte, o melhor jogo caldense manteve-se e, aos 5 minutos (50 minutos), GARNACHO, a passe de Lenine, marcou o segundo golo...[numa jogada individual] veio a surgir o terceiro golo caldense, marcado por CARDOSO, aos 34 minutos (79 minutos). Quatro minutos depois (83 minutos), António Pedro foi carregado pelas costas dentro da grande área e a respectiva grande penalidade foi convertida por JOÃO RESENDE, fixando assim o resultado. A vitória do Caldas aceita-se sem relutância, pois a sua superioridade técnica foi evidente durante todo o encontro...apesar da defesa caldense ter revelado desta vez, certa vulnerabilidade, que não lhe é habitual.


# 24.ª Jornada: CALDAS, 2 - SALGUEIROS, 0 (10 de Abril de 1960).

Na crónica do jornalista Pedro Mesquita, do Jornal "Mundo Desportivo", publicada na edição de 11 de Abril de 1960, titulava-se: "Vitória difícil mas justa".

Campo da Mata, nas Caldas da Rainha,

Árbitro: João Banheiro, de Lisboa,

CALDAS SPORT CLUBE: Rita; Rogério, González e Anacleto; Amaro e Orlando; Lenine, João Resende, Garnacho, António Pedro e Cardoso. Treinador: József Szabó.

SPORT COMÉRCIO E SALGUEIROS: Adelino; Geninho, Gabriel e Arnaldo; Lopez e Chau; Lalo, Silva Pereira, Edgar, Chico e Benje. Treinador: Artur Baeta.


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "Mundo Desportivo"): Antes do encontro transmitiu-se pelos alti-falantes uma mensagem de saudação à equipa visitante pelo seu regresso à 1.ª Divisão [viria a ser o 1.º Classificado desta 2.ª Divisão - Zona Norte] e à sua entrada no terreno o Salgueiros foi recebido com uma prolongada ovação...O primeiro momento de emoção só surgiu quando faltavam dois minutos para o intervalo (43 minutos). Garnacho fez passar a bola por cima de Adelino, e quando o esférico se encaminhava para a baliza foi repelida por Gabriel, perdendo João Resende a recarga por rematar por alto...[O primeiro golo do Caldas só surgiu na segunda parte por intermédio do argentino GONZÁLEZ, que trocando de posição com João Resende, rematou de cabeça, com êxito, aos 70 minutos, num canto marcado por Lenine] Depois do golo, González trocou de novo com JOÃO RESENDE, e, foi este jogador que marcou o segundo golo do Caldas, rematando também de cabeça um «livre» marcado por António Pedro...Não há a dizer quanto á vitória do Caldas. Ela foi justa pois que á superior valia da equipa adversária, os caldenses souberam opor com mais genica, velocidade e vontade.


# 25.ª Jornada: TORREENSE, 1 - CALDAS, 1 (15 de Maio de 1960).

Na crónica do Jornal "Mundo Desportivo", publicada na edição de 16 de Maio de 1960, titulava-se: "O guardião caldense [Rita] foi a grande figura do jogo".

Campo das Covas, em Torres Vedras,

Árbitro: Manuel Amaral, de Santarém,

SPORT CLUBE UNIÃO TORREENSE: Pinheiro; Narciso II, Abílio e Mergulho; José da Costa e Humberto; Narciso I, Bernardes, Mateus, Saldanha e Bezerra. Treinador: Mariano Amaro [que tinha substituído o anterior Treinador, Armando Carneiro].

CALDAS SPORT CLUBE: Rita; Djalma, João Resende e Anacleto; Amaro e Orlando; Lenine, Garnacho, Gonzalez, António Pedro e Cardoso. Treinador: József Szabó.

Aos 18 minutos CARDOSO, marcou o tento do Caldas, após hesitação da defesa para reclamar «fora de jogo» que o árbitro não atendeu. E dois minutos volvidos (20 minutos), NARCISO I, numa recarga a uma defesa de Rita, empatou a partida.


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "Mundo Desportivo"): ...A atenção de Rita, com algumas intervenções arrojadas, evitou que o esférico tocasse as redes à sua guarda. Um golo fortuito, só devido a um lapso indesculpável da defesa torriense, deu origem a que os visitantes se adiantassem no marcador. No entanto os locais não acusaram a desvantagem e tiveram o prémio da sua tenacidade três minutos depois, igualando o desafio. Animados com a proeza os torrienses apareceram mais decididos ao ataque e por várias vezes tiveram o golo à vista. Todavia, apesar dos seus esforços o intervalo chegou com o resultado de 1-1. Na segunda parte houve um domínio quase total dos homens de Torres Vedras. Mas a falta de sorte, em alguns lances de baliza aberta, e ainda o trabalho exaustivo e seguro de Rita, foram barreiras intransponíveis. Os caldenses souberam guardar bem o seu reduto e muito calmos, puderam atingir o final da partida com um precioso empate que lhes pode assegurar a sua entrada na «poule» de apuramento e, talvez o seu regresso à divisão superior.


# 26.ª Jornada: CALDAS, 5 - CHAVES, 0 (29 de Maio de 1960).

Na crónica do jornalista Pedro Mesquita, do Jornal "Mundo Desportivo", publicada na edição de 30 de Maio de 1960, titulava-se: "Brilhante exibição da equipa vencedora".

Campo da Mata, em Caldas da Rainha,

Árbitro: Jaime Pires, de Lisboa,

CALDAS SPORT CLUBE: Rita; Djalma, González e João Resende; Orlando e António Pedro; Lenine, Garnacho, Janita, Bambo e Cardoso. Treinador: József Szabó.

GRUPO DESPORTIVO DE CHAVES: Martin; Quim, Toni e Amorim; Albano e Amandio, Paulino, Luis, Rosário, Cardoso e Vasconcelos. Treinador: António Feliciano.

Aos 2 minutos, BAMBO aproveitou uma bola jogada entre Lenine e Garnacho para, a passe deste último desferir sem preparação, um remate potente que deu o 1.º golo aos locais.

Aos 34 minutos, 2-0, LENINE aproveitou um cruzamento longo de João Resende e, á boca das «redes» fuzilou Martin.

Aos 52 minutos, marcado um «livre» contra os transmontanos, JANITA apoderou-se do esférico, caminhou para as balizas contrárias e, aguardando a saída de Martin, fez a bola passar-lhe por cima aumentando a vantagem para 3-0.

Aos 70 e 83 minutos, JOÃO RESENDE marcou duas grandes penalidades, a castigar rasteira a Bambo e «mão» de Amandio, respectivamente, e as quais transformou fixando o resultado em 5-0.


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "Mundo Desportivo"): Os caldenses iniciaram o encontro numa toada que surpreendeu francamente pelo elevado nível atingido. A actuação de Garnacho, magnífico de visão e oportunidade inspirou os companheiros. Não admirou, por isso, que os locais iniciassem cedo a marcação de golos e proporcionassem ao «keeper» visitante um trabalho digno dos maiores elogios. A diferença de duas bolas ao intervalo afirmava-se mesmo lisonjeira para os flavienses...No Caldas, Garnacho, António Pedro, Orlando, João Resende, Rita e Lenine tiveram actuação de maior relevo.


FIM DA SEGUNDA VOLTA E DA ÉPOCA 1959/1960.


O CALDAS SPORT CLUBE, entre 14 equipas, ficou posicionado na 3.ª posição, com 31 pontos (os mesmos do 2.º classificado, ATLÉTICO CLUBE MARINHENSE, que viria a disputar o chamado Torneio de Competência de acesso à 1.ª Divisão, não conseguindo, no entanto, a ascensão ao escalão maior do nosso futebol. O Caldas, apesar de ter um melhor "goal-average" que o clube da Marinha Grande - estes tinham 42 golos marcados e 32 sofridos - não conseguiu ficar na segunda posição, devido ao facto de no confronto directo, com o Marinhense, ter ficado em desvantagem: 0-0, no Campo da Mata - ver 5.ª Jornada, e 1-0, no Campo da Portela, para os "vidreiros" - ver 18.ª Jornada), resultado de 12 vitórias, 7 empates e 7 derrotas, tendo marcado 50 golos e sofrido 36. Tendo sido o seu melhor marcador, o jogador JANITA, com 12 golos marcados. O SPORT COMÉRCIO E SALGUEIROS foi o vencedor desta Zona Norte, tendo ascendido à 1.ª Divisão Nacional. ACADÉMICO DE VISEU, SPORTING CLUBE DE ESPINHO E SPORT CLUBE VILA REAL (este, ficando em último no Torneio de Permanência na 2.ª Divisão, que disputou com TORRIENSE - manteve-se na 2.ª Divisão, FEIRENSE - que subiu de Divisão, e VITÓRIA DE CERNACHE, que não conseguiu subir, mantendo-se na 3.ª Divisão), acabaram por descer de Divisão. 



quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Taça de Portugal 1959/1960

Pela primeira vez a edição da Taça de Portugal foi disputada intercaladamente com os respectivos Campeonatos Nacionais (como já vimos, anteriormente, as eliminatórias da Taça de Portugal só se realizavam depois de terminados os Campeonatos Nacionais da 1.ª e 2.ª Divisões). Continuando a ser disputada em duas mãos. Assim, nesta Época, o Caldas Sport Clube participou, na Taça, do seguinte modo:

1.ª ELIMINATÓRIA:


1.ª Mão: OLIVEIRENSE, 2 - CALDAS, 0 (29 de Novembro de 1959).

Na crónica do jornalista Francisco Landureza, do Jornal "Mundo Desportivo", publicada na edição de 30 de Novembro de 1959, titulava-se: "O dobro dos golos mereciam os visitados".

Campo Carlos Osório, em Oliveira de Azeméis,

Árbitro: Celestino Barbosa, do Porto,

UNIÃO DESPORTIVA OLIVEIRENSE
: Ferdinando; Pinho I, Pinho II e Armindo; Júlio Pinto e André; Valente, Branca, Santos I, Celso e Martins. Treinador: Pintos Rey (Espanhol).

CALDAS SPORT CLUBE: Rita; Orlando, Amaro e Coito [refere-se ao jogador Quim, pois este chamava-se Joaquim Coito]; Vasco Oliveira e António Pedro; Romeu, Nando, Janita, Cordeiro e Cardoso. Treinador: József Szabó.

O resultado ao intervalo era de 1-0. Os Golos: Aos 8 minutos, BRANCA, bem servido por Valente, não teve dificuldades em abrir o activo; e aos 72 minutos, na transformação de uma grande penalidade, ANDRÉ fez 2-0.

CRÓNICA DO JOGO (Jornal "Mundo Desportivo"): Os fortes aguaceiros que se fizeram sentir em diversos períodos do jogo «roubaram» ao espectáculo toda a beleza emocional, porquanto os atletas, com um terreno praticamente encharcado, não puderam praticar futebol de bom quilate...Os oliveirenses ganharam jus à obtenção de mais dois ou três golos mas não se pode negar que os visitantes mereciam o «ponto de honra».


2.ª Mão: CALDAS, 2 - OLIVEIRENSE, 2 (27 de Dezembro de 1959).

Na crónica do jornalista Pedro Mesquita, do jornal "Mundo Desportivo", publicada na edição de 28 de Dezembro de 1959, titulava-se: "Não foi feliz a equipa da casa".

Campo da Mata, nas Caldas da Rainha,

Árbitro: Jaime Baptista, de Lisboa,

CALDAS SPORT CLUBE: Aurélio; Orlando, Amaro e Anacleto; Vasco Oliveira e António Pedro; Cordeiro, Romeu, Janita, Pittolo e Cardoso. Treinador: József Szabó.

UNIÃO DESPORTIVA OLIVEIRENSE: Ferdinando; Pinho I, Pinho II e Armindo; Júlio Pinto e André, Correia, Branca, Valente, Celso e Martins. Treinador: Pintos Rey.



CRÓNICA DO JOGO (Jornal "Mundo Desportivo"): Com a desvantagem de dois golos a ideia do Caldas teria de ser a de ataque constante para conseguir anular, e suplantar depois, o seu atraso. E realmente foi assim que a equipa começou a jogar: a todo o gás procurando que o golo surgisse cedo para maior tranquilidade. Mas as suas pretensões sofreram rude golpe quando logo nas primeiras jogadas, o interior (argentino) Pittolo se lesionou, a ponto de permanecer em campo apenas para fazer número. Esta lesão teve, sem dúvida, grande influência no rendimento da equipa, pois o argentino é um dos seus mais esclarecidos jogadores...[Mas mesmo assim] o Caldas conseguiu o seu primeiro golo aos 30 minutos, por intermédio de ANTÓNIO PEDRO, que, na grande área, depois de enorme confusão, atirou para o único sítio possível. A feição do encontro manteve-se até que, aos 14 minutos da segunda parte (59 minutos), ROMEU à entrada da grande área surpreendeu o guarda-redes visitante com um pontapé forte e bem colocado fazendo o segundo tento dos locais. Anulado o atraso, a turma caldense procurou com afinco o terceiro golo, que eliminaria o seu adversário. Teve, até várias oportunidades para isso, mas todas ingloriamente perdidas. Cordeiro e Pittolo [mesmo lesionado] falharam as mais flagrantes. E contra a corrente do jogo acabou por ser a Oliveirense a marcar [primeiro] aos 29 minutos (74 minutos) por VALENTE...[e o segundo] no derradeiro minuto (89 minutos) por CORREIA...O Caldas não foi feliz neste jogo...jogou...o suficiente, para eliminar o seu adversário, pois desfrutou de bastantes ocasiões para isso [e assim ficou, prematuramente, fora da Taça de Portugal]. Curiosamente o seguinte adversário da Oliveirense, na 2.ª Eliminatória, seria o Sport Lisboa e Benfica.