Caldas Sport Clube 1954/55

Caldas Sport Clube 1954/55

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Campeonato Distrital de Leiria da 1.ª Divisão - 1962/1963 - Apuramento para a 3.ª Divisão Nacional

Este Campeonato Distrital de Futebol qualificava os dois primeiros classificados para, posteriormente, participarem no Nacional da 3.ª Divisão Nacional, que por sua vez, dava acesso à 2.ª Divisão Nacional. 

Além do CALDAS SPORT CLUBE, que como vimos, tinha descido, na Época de 1961/1962, da 2.ª Divisão Nacional (Zona Norte), tomaram parte na prova  BOMBARRALENSE, ALCOBAÇA, MIRENSE e NAZARENOS. Assim:


# 1.º JOGO: CALDAS, 6 - ALCOBAÇA, 1 (30 de Dezembro de 1962).

Na crónica do jornal local, "Gazeta das Caldas", publicada na edição de 01 de Janeiro de 1963, titulava-se: "Embora justa a vitória é demasiado expressiva".

Campo da Mata, em Caldas da Rainha,

Árbitro: Carmo dos Santos, de Leiria,

CALDAS SPORT CLUBE: Rita; Rogério, Evaristo e Anacleto; Ramos e Ramiro; Janita, Garnacho, José Nascimento, Lenine e Tino (Catita). Treinador: Ramón Ibañez (Espanha).

GINÁSIO CLUBE DE ALCOBAÇA: Vieira; Alcides, Arnaldo e Rato; Saraiva e Santos; Brinca, Leal, José Maria, Portela e Carlos Alberto (Margaça). Treinador: ?.


CRÓNICA DO JOGO ("Gazeta das Caldas"): De destacar desde já o expressivo triunfo do onze local perante um adversário que lhe deu sempre réplica e que não merecia perder por tão larga margem de golos...O Caldas, durante o primeiro tempo, actuou muito atabalhoadamente no sector atacante...Quando aos 15 minutos surgiu o 1.º tento na sequência e um livre marcado por Garnacho e que JANITA transformou da melhor maneira, o onze da casa já o merecia. Aos 32 minutos surgiu o 2.º tento, desta vez na transformação de uma incompreensível grande penalidade assinalada pelo árbitro e que NASCIMENTO transformou. No reatamento, e perante chuva que caía com certa impetuosidade, o Caldas, aclimatando-se melhor ao péssimo estado do rectângulo, veio, no curto espaço de 7 minutos, a obter 3 tentos, marcados por CATITA e JANITA (2). [Mais tarde, JOSÉ MARIA fez o único golo dos alcobacenses e] CATITA, em lance bem concebido por Janita marcou mais um tento e estabeleceu assim o resultado final.


# 2.º JOGO: NAZARENOS, 2 - CALDAS, 2 (06 de Janeiro de 1963).

Na crónica do jornal local, "Gazeta das Caldas", publicada na edição de 08 de Janeiro de 1963, titulava-se: "O empate obtido na Nazaré pelo Caldas, é para salientar".

Campo da Comissão Municipal de Turismo da Nazaré,

Árbitro: Braga Barros, de Leiria,

GRUPO DESPORTIVO "OS NAZARENOS": Albino: Paula Marques, Victor e Armando; Barros (José Adelino) e António Pedro (ex-Caldas Sport Clube), Júlio, Mário, Feijão, Pereira e Manuel. Treinador/Jogador: António Pedro.

CALDAS SPORT CLUBE: Rita; Rogério, Evaristo e Anacleto; Ramos e Ramiro; Janita, Nascimento (Tino), Jorge, Garnacho e Lenine. Treinador: Ramón Ibañez.


CRÓNICA DO JOGO ("Gazeta das Caldas"): Durante o primeiro tempo o Caldas foi superior ao seu antagonista, quer em organização quer no caminhar para a baliza, mas faltou o ataque um conjunto de qualidades para se impor e destroçar a aguerrida defensiva visitada. O tento marcado por JORGE a passe de Garnacho, nasceu de um lance bem ordenado e melhor finalizado...Na segunda parte os caldenses, repisando o jogo a meio campo, com passes curtos, obtiveram resultados contraproducentes e que lhe iam sendo fatais…[sendo] o tento dos donos do campo...marcado por MANUEL na sequência de um canto aos 5 minutos (50 minutos).


# 3.º JOGO: CALDAS, 2 - MIRENSE, 0 (13 de Janeiro de 1963).

Na crónica do jornal local, "Gazeta das Caldas", publicada na edição de 15 de Janeiro de 1963, titulava-se: "Um erro de palmatória de um juiz de linha, depois secundado pelo árbitro, ia estragando o desafio".

Campo da Mata, em Caldas da Rainha,

Árbitro: António Rocha, de Leiria,

CALDAS SPORT CLUBE: Rita; Rogério, Evaristo e Anacleto; Ramos e Lenine, Tino, Janita, Jorge, Garnacho e Catita. Treinador: Ramón Ibañez.

UNIÃO RECREATIVA MIRENSE: Reis (José); Tristão, Amaro e Ernesto; Fernando e Virtuoso; Carreira (Lima), Lourenço, Aníbal, Noya e Manuel. Treinador: ?.

Marcadores: TINO, aos 14 minutos e GARNACHO aos 77 minutos.


CRÓNICA DO JOGO ("Gazeta das Caldas"): Previam-se algumas dificuldades para esta partida, no entanto, apesar de tal, os caldenses souberam torneá-las airosamente...Arbitragem péssima. Além de nunca respeitar a lei da vantagem, mostrou-se falho de personalidade. Que nos diz do golo invalidado?. Se estava no enfiamento da jogada, porque validou o tento e depois anulou-o por indicação do juiz de linha?!. Assim não, sr. António Rocha, porque fica em jogo o prestígio da arbitragem.



# 4.º JOGO: BOMBARRALENSE, 1 - CALDAS, 5 (27 de Janeiro de 1963).

Na crónica do jornal local, "Gazeta das Caldas", publicada na edição de 29 de Janeiro de 1963, titulava-se: "Uma vitória que se veio a tornar fácil".

Campo Municipal do Bombarral,

Árbitro: Gervásio Topeira, de Leiria,

SPORT CLUBE ESCOLAR BOMBARRALENSE: Elisário; Lima, Morango e Américo; Venâncio e Henriques; Matos, Gil, Mota, Asdrúbal e Esteves (Adalberto). Treinador: ?.

CALDAS SPORT CLUBE: Rita; Rogério, Evaristo e Anacleto; Ramos e Ulisses, Janita, Garnacho (Rui), Jorge, Lenine e Tino. Treinador: Ramón Ibañez.

Ao intervalo: 0-1.

Marcadores: TINO, aos 12 e 75 minutos, JORGE, aos 66 minutos, RUI, aos 68 e JANITA, aos 76 minutos, pelos caldenses e ADALBERTO, aos 52 minutos pelo Bombarral.


CRÓNICA DO JOGO ("Gazeta das Caldas"): ...enquanto no primeiro tempo assistimos a um embate agradável, a um constante duelo entre atacantes e defensores, tão depressa se vendo os caldenses ao ataque como introduzidos na defesa, sucedeu o inverso no 2.º tempo. A origem disto, esteve no facto de os locais logo aos sete minutos do reinício, obterem o empate, com nítidas culpas para os defensores caldenses. Por largos momentos perturbaram-se estes, mas com o decorrer do tempo conseguiram recompor-se e quando marcaram o segundo tento, imediatamente ficou encontrado o vencedor, porque a queda dos locais foi vertical.



FIM DA PRIMEIRA VOLTA.


# 5º. JOGO: ALCOBAÇA, 0 - CALDAS, 2 (03 de Fevereiro de 1963).

Na crónica do jornal "Gazeta das Caldas", na sua edição de 05 de Fevereiro de 1963, titulava-se: "A melhor valia técnica dos visitantes ditou a vitória destes".

Campo Municipal de Alcobaça,

Árbitro: Raul Filipe, de Leiria,

GINÁSIO CLUBE DE ALCOBAÇA: Vieira; Saraiva, Arnaldo e Alcides; Rato e Gavião, Margaça, Brinca, José Maria, Portela e Carlos Alberto. Treinador: ?.

CALDAS SPORT CLUBE: Rita; Rogério, Evaristo e Anacleto; Ramos e Ulisses; Janita, Garnacho, Jorge, Lenine e Tino (Rui). Treinador: Ramón Ibañez.

Marcador: JANITA (25 e 53 m).

CRÓNICA DO JOGO ("Gazeta das Caldas"): "A vitória do Caldas rodeou-se de justiça, eis uma verdade. Logo de inicio os caldenses lançaram-se na ofensiva, originando mesmo TINO algumas situações de perigo junto às redes de Vieira. Bem aproveitado pelo estratega GARNACHO e burlando com relativa facilidade o veterano defensor local Saraiva, o jovem extremo esquerdo [Tino] imprimiu uma agressividade e alegria ao quinteto dianteiro, que depois deixou de ver-se, quando foi substituído. Sustendo com firmeza as tentativas dos locais, os caldenses aplicaram-se com entusiasmo no ataque e o que se viu de bem realizado na 1ª. parte a eles coube. Rapidez sobre a bola, jogo, presteza nos centros, teimosia na discussão dos lances, destas virtudes se serviram para ganhar superioridade territorial e vantagem em números (...) Após o intervalo a partida tornou-se desagradável no concernante a emoção e qualidade. O triunfo estava já, realmente, conquistado por uns e aceite por outros".


# 6º. JOGO: CALDAS, 2 - NAZARENOS, 1 (10 de Fevereiro de 1963).

Na crónica da "Gazeta das Caldas", publicada no dia 12 de Fevereiro de 1963 titulava-se, que com este resultado: "O CALDAS ESTÁ JÁ APURADO PARA O NACIONAL DA 3ª. DIVISÃO" e que neste jogo: "Embora vencedores os caldenses actuaram abaixo das suas possibilidades".

Campo da Mata, em Caldas da Rainha,

Árbitro: Saldanha Ribeiro, de Leiria,

CALDAS SPORT CLUBE: Rita; Rogério, Evaristo e Anacleto; Ramos e Ulisses; Tino, Jorge (Domingos na 2ª. parte), Janita, Lenine e Catita. Treinador: Ramón Ibañez.

GRUPO DESPORTIVO "OS NAZARENOS": Caixa (Rosário); Paula Marques, Curado e Vítor; Acácio (Barros) e António Pedro; Lica, José Júlio, Custódio, Feijão e José Adelino. Treinador: António Pedro.

Marcadores: JOSÉ JÚLIO (20 m); CATITA (69 m); JANITA (90 m).

CRÓNICA DO JOGO ("Gazeta das Caldas"): "Debaixo de grande expectativa, o encontro iniciou-se em bom ritmo e os visitantes apoderaram-se do comando (…) Não surpreendeu, portanto quando os visitantes obtiveram o 1º. tento do desafio, pois mereciam-no realmente, não só pela sua melhor adaptação ao terreno, como também pelo seu sistema táctico. Após o intervalo, rectificada a sua maneira de actuar e com a substituição de JORGE por DOMINGOS (…) Os Caldenses passaram a usufruir de domínio absoluto, respondendo os forasteiros somente em rápidos contra-ataques. Obtido o empate o domínio local passou a ser maior, mas o que já era mais que merecido somente apareceu no último minuto e obtido de maneira espectacular por JANITA, elemento que até àquele momento raramente tinha rematado às balizas, pois que não conseguiu evitar a marcação cerrada que lhe moveram".


# 7ª. JORNADA: MIRENSE, 2 - CALDAS, 2 (17 de Fevereiro de 1963)

Na crónica do jornal local "Gazeta das Caldas", na sua edição de 19 de Fevereiro de 1963, titulava-se: O CAMPEONATO DISTRITAL JÁ TEM VENCEDOR CERTO: O CALDAS", e que no jogo propriamente dito: "Empate foi lisonjeiro para os caldenses".

Campo do Mirense, em Mira D'Aire,

Árbitro: Raul Filipe, de Leiria,

UNIÃO RECREATIVA MIRENSE: Zé; António Maria, Amaro e Fernando; Pereira e Ernesto; Lourenço, Virtuoso, Carreira (Pedro Lima), Nóia e Aníbal. Treinador: ?.

CALDAS SPORT CLUBE: Ribas; Rogério, Evaristo e Anacleto; Ramos e Ulisses; Jorge, Domingos, Janita, Lenine e Tino. Treinador: Ramón Ibañez.

Marcadores: TINO (3 m); NÓIA (50 m); JORGE (51 m); VIRTUOSO (62 m).

CRÓNICA DO JOGO ("Gazeta das Caldas"): "Como estava indicado e porque tinham absoluta necessidade de vencer os locais imediatamente se lançaram na ofensiva com um futebol corrido, mas sem técnica, a fim de surpreenderem os jogadores caldenses, principalmente os defensores. Estes mais espicaçados pela toada do adversário responderam da mesma maneira e mais felizes obtiveram um tento. Apesar disso, passou a pertencer à equipa local, o comando territorial e até a iniciativa das operações. Todavia RIBAS, com bastante sorte, embora decidido, secundado pela boa cobertura dos seus companheiros, pôde evitar que as suas balizas fossem violadas no primeiro tempo (...) [No segundo tempo] os locais [logo] empataram e insistiram de tal maneira no ataque que os caldenses não mais conseguiram organizar uma avançada digna desse nome. Passaram a actuar deveras confundidos, sem que mesmo o tento de JORGE fizesse melhorar a situação (...) No Caldas luziu a exibição de RIBAS, que, todavia, deve ser responsabilizado pelo primeiro golo sofrido".


# 8ª. JORNADA: CALDAS, 7 - BOMBARRALENSE, 0 (03 de Março de 1963).

Na crónica do Jornal "Gazeta das Caldas", publicada no dia 05 de Março de 1963, titulava que tinha sido: "Agradável Actuação dos Caldenses".

Campo da Mata, nas Caldas da Rainha,

Árbitro: Raul Filipe, de Leiria,

CALDAS SPORT CLUBE: Rita (Ribas); Ramos e Ulisses; Rui, Evaristo e José Nascimento (Tino); Rogério, Jorge, Janita, Garnacho e Lenine. Treinador: Ramón Ibañez.

SPORT CLUBE ESCOLAR BOMBARRALENSE: Júlio; Cordeiro e Carvalho; Venâncio, Lima e Henriques; Matos (Virgílio), Gil, Zeca, Adalberto e Mota. Treinador: Ramón Ibañez.

Marcadores: JANITA (6, 19, 40 e 68 m); LENINE (10 e 36 m); TITO (77 m).

CRÓNICA DO JOGO ("Gazeta das Caldas"): "Logo no inicio do desafio o «onze» local lançou-se deliberadamente para o ataque a fim de conseguir dianteira no marcador (...) Na verdade, a equipa da casa desbobinou, com frequência lances de excelente urdidura futebolística, ora cruzando o esférico, ora enviando-o em profundidade para o elemento melhor colocado no terreno, causando, por isso, imediato perigo no campo adversário [valendo muitos golos]. GARNACHO (...) foi sem dúvida alguma o melhor em campo, não só pelo que jogou, como pelo que fez jogar os companheiros (...) que grande lição deu ainda este «velho» a muitos novos e de «sangue na guelra".

FIM DA SEGUNDA VOLTA E DO CAMPEONATO DISTRITAL

O CALDAS acabou em 1º. LUGAR com 6 VITÓRIAS, 2 EMPATES e NENHUMA DERROTA, totalizando 21 PONTOS.

Acedendo, juntamente com "Os Nazarenos" que tinha ficado em 2º. LUGAR, à 3ª. DIVISÃO NACIONAL - ZONA C - 6ª. SÉRIE.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Torneio de Competência para a 2.ª Divisão - Época 1961/1962


Como vimos na época 1961/1962, o CALDAS SPORT CLUBE, entre 14 equipas, classificou-se no 12.º lugar, obtendo a pontuação de 19 pontos. Teve 7 vitórias, 5 empates e 14 derrotas, com o "golo-average" desfavorável de 24 golos marcados, mas 48 sofridos. Tendo sido o seu melhor marcador, o jogador JANITA, com 7 golos marcados. O CLUBE DESPORTIVO FEIRENSE acabou por ganhar a Zona Norte, ascendendo, assim à 1.ª Divisão Nacional. Descendo à 3.ª Divisão, o SPORT CLUBE VILA REAL (13.º lugar) e o GRUPO DESPORTIVO VITÓRIA DE SERNACHE (14.º lugar e último). 

O CALDAS (12.º lugar) e o TORREENSE (11.º lugar) tiveram que disputar uma espécie de liguilha, chamado na altura de Torneio de Competência, para se manterem na 2.ª Divisão, com o LEÇA FUTEBOL CLUBE e o CLUBE FUTEBOL "OS MARIALVAS" (ambos da 3.ª Divisão Nacional). Assim:


# 1.º Jogo: CALDAS, 2 - TORREENSE, 0 (17 de Junho de 1962).

Campo da Mata, nas Caldas da Rainha,

Árbitro: Henrique Silva, de Lisboa,

CALDAS SPORT CLUBE: Rita; Rogério, João Resende e Quim; António Pedro e Orlando, Pinto da Rocha, Mirita, Janita, Lenine e Cardoso. Treinador: Josef Fabian.

SPORT CLUBE UNIÃO TORREENSE: Pinheiro; Telmo, Humberto e Luís, Abílio e Nuno, Nineu, Carlos António, Narciso, José da Costa e Bezerra. Treinador: Janos Hrotkó.

Ao intervalo: 0-0.

Marcaram aos 22 minutos, PINTO DA ROCHA, na sequência da marcação de um canto, com uma entrada fulgurante de cabeça; e dois minutos após, o mesmo jogador, em voo, e de cabeça, fixou o resultado em 2-0.


CRÓNICA DO JOGO (pelo jornalista Santos Costa, Jornal "Mundo Desportivo"): Durante o primeiro tempo amas as equipas se denunciaram em jogo negativo. Tanto uma como outra pareciam apostadas em praticarem um futebol aos repelões, e como castigo para os dois «onzes» o nulo justifica-se. Na segunda parte a equipa caldense pareceu despertar de um «sonho» e, quando António Pedro, aos 2 minutos (47 minutos), foi rasteirado por Telmo dentro da grande área e Cardoso, na marcação da mesma, atirou de maneira a proporcionar a Pinheiro uma boa defesa, deu-nos a impressão que todos os jogadores caldenses se convenceram de que não perderiam o jogo [o que realmente acabou por acontecer].


# 2.º Jogo: MARIALVAS, 1 - CALDAS, 0 (21 de Junho de 1962).

Campo Municipal, em Cantanhede,

Árbitro: Porfírio de Silva, de Aveiro,

CLUBE DE FUTEBOL "OS MARIALVAS": Arménio; Rua, Reis e Patrocínio; Manuel e Delfim, Vagos, Armindo, Sancho, Carvalho e Jorge. Treinador: ?.

CALDAS SPORT CLUBE: Rita; Rogério, João Resende e Quim, Orlando e Lenine; Pinto da Rocha, Mirita, Tomé, António Pedro e Cardoso. Treinador: Josef Fabian.

Ao intervalo: 1-0.

Golo marcado aos 44 minutos, por VAGOS, que habilidosamente traiu o guarda-redes e atirou a contar.


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "Mundo Desportivo"): O encontro teve duas partes distintas: equilibrado nos dois períodos de 30 minutos de cada parte e nos últimos quartos de hora, domínio dos locais na 1.ª parte e do Caldas na segunda. O empate, porém este à vista, com um remate que embateu na trave. 


# 3.º Jogo: LEÇA, 3 - CALDAS, 1 (24 de Junho de 1962).

Campo do Leça Futebol Clube, em Leça da Palmeira (Matosinhos),

Árbitro: Mário Costa, de Braga,

LEÇA FUTEBOL CLUBE: Henriques; Gentil, Garcia e Peneda, Albano e Martinho; Tavares, Campota, Ramos, Monteiro e Ferrinha. Treinador: ?.

CALDAS SPORT CLUBE: Rita; Rogério, João Resende e Quim, Gonzalez e António Pedro, Pinto da Rocha, Carapinha, Vítor, Lenine e Cardoso. Treinador: Josef Fabian.

Ao intervalo: 0-1.

Logo nos 30 segundos de jogo os visitantes inauguraram o marcador obtendo por intermédio e VÍTOR o seu único golo.

O resultado só na segunda parte viria a sofrer alteração favorável á «equipa do mar». Registaram-se aos 3 (48 minutos), 31 (76 minutos) e 37 (82 minutos), respectivamente golos de RAMOS, ALBANO (de penalty, muito contestado) e MONTEIRO.


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "Mundo Desportivo"): Muito cedo privado do concurso de António Pedro, que se lesionou, sendo obrigado a abandonar o campo, na segunda parte. O Caldas com um futebol fechado e cauteloso soube defender até ao intervalo a preciosa vantagem de 1 golo. No 2.º tempo, a despeito da corajosa e brilhante exibição da defesa forasteira, com Gonzalez e João Resende em grande plano, os leceiros acabaram por impor o seu entusiasmo. Albano alimentou com muito apropósito o sector dianteiro, onde Ferrinha se mostrou decepcionante, em profundo contraste com a tenacidade de Ramos, Campota e Monteiro.


# 4.º Jogo: TORREENSE, 3 - CALDAS, 0 (01 de Julho de 1962).

Campo das Covas, em Torres Vedras,

Árbitro: Crisógno Lopes, de Santarém,

SPORT CLUBE UNIÃO TORREENSE: Pinheiro; Nuno, Humberto e Luís; Abílio e Carlos António, Nineu, Bernardes, Narciso, José da Costa e Bezerra. Treinador: Janos Hrotkó.

CALDAS SPORT CLUBE: Rita; Rogério, João Resende e Quim; Gonzalez e Carapinha; Pinto da Rocha, Ulisses, Janita, Lenine e Cardoso. Treinador: Josef Fabian.

Ao intervalo o marcador acusava apenas um golo. Este verificou-se aos 22 minutos e resultou de um «balão» sobre a baliza dos visitantes, a que  defesa destes não ocorreu com a presteza necessária. Da primeira vez Bernardes desferiu o remate mas a bola após tabelar num jogador caldense foi parar aos pés de NINEU, a quem foi fácil atirá-la para as redes desertas.

Ainda dentro do quarto de hora que se seguiu ao reatamento vieram os 2-0 e com eles a concretização do triunfo dos donos do campo. Este tento foi semelhante ao anterior, pois surgiu, igualmente, de uma recarga oportuna, depois de Rita deixar escapar o esférico. Foi NARCISO o marcador e fê-lo com uma «cabeça» para a baliza abandonada.

A 10 minutos do final o resultado ficou estabelecido. Bezerra apontou um «canto» e no seguimento NINEU, de cabeça, obteve o último golo da partida.


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "Mundo Desportivo"): Entre os vencidos, João Resende cotou-se como o mais batalhador e Gonzalez lutou muito, mas sem procurar servir os companheiros...Com esta vitória o Torreense deve ter assegurada a permanência na II Divisão Nacional, daí a alegria exuberantemente demonstrada no final, quando os seus jogadores saltaram, abraçaram-se e deram uma volta ao rectângulo, escutando prolongados aplausos dos seus simpatizantes.


# 5.º Jogo: CALDAS, 8 - MARIALVAS, 2 (08 de Julho de 1962).

Campo da Mata, em Caldas da Rainha,

Árbitro: Manuel Neto, de Lisboa,

CALDAS SPORT CLUBE: Rita; Ulisses, Gonzalez e Rogério; Lenine e Carapinha, Vítor, Rui, Janita, Pinto da Rocha e Cardoso. Treinador: Josef Fabian.

CLUBE DE FUTEBOL "OS MARIALVAS": Clemente; Rua, Reis e Patrício; Manuel Carlos e Delfim, Rui, Diogo, Sancho, Carvalho e Jorge. Treinador: ?.

Ao intervalo: 4-1 - golos de CARDOSO, aos 24 minutos; RUA, aos 38, na própria baliza, e JANITA, aos 39 e 44 minutos. CARVALHO, aos 45 minutos fez o tento do Marialvas.

No segundo tempo marcaram: aos 8 minutos (53 minutos); JANITA, aos 35 minutos (80 minutos); DIOGO (do Marialvas) aos 37 (82 minutos), PINTO DA ROCHA, aos 39 (84 minutos), RUI, e aos 44 (89 minutos), CARDOSO.

Ao cabo, uma partida de final de época sem rentabilidades a registar.


# 6.º Jogo: CALDAS, 2 - LEÇA, 0 (15 de Julho de 1962).

Campo da Mata, em Caldas da Rainha,

Árbitro: Ilídio Cucho, de Lisboa,

CALDAS SPORT CLUBE: Rita; Ulisses, Gonzalez e Rogério, Carapinha e Lenine; António Pedro, Pinto da Rocha, Janita, Quim e Cardoso. Treinador: Josef Fabian.

LEÇA FUTEBOL CLUBE: José Henriques; Gentil, Garcia e Penedo; Albano e Martinho, Pinhal, Ferrinha, Monteiro, Tavares e Ramos. Treinador: ?.

Os golos foram feitos na primeira parte: aos 18 minutos, por JANITA, e, aos 35, por QUIM.

INCIDÊNCIA DO JOGO: Aos 41 minutos o Caldas ficou reduzido a dez unidades, por Lenine ter sido expulso, devido a uma falta que não descortinámos.


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "Mundo Desportivo"): No que diz respeito ao aspecto técnico da partida esta foi muito pobre...Das poucas jogadas boas, as que houve foram pertença dos caldenses. Os leceiros não mostraram capacidade para estarem situados no lugar cimeiro da classificação.


O CALDAS SPORT CLUBE, neste Torneio de Competência, acabou por ficar em 3.º lugar (com 6 pontos, devido a 3 vitórias e 3 derrotas), atrás de TORREENSE (1.º lugar, com 8 pontos, mantendo-se na 2.ª Divisão) e LEÇA (2.º lugar, também com 8 pontos, subindo, assim à 2.ª Divisão), sendo, assim, relegado para a 3.ª Divisão Nacional, após 4 épocas seguidas na 1.ª Divisão Nacional e 3 épocas consecutivas na 2.ª Divisão Nacional.


domingo, 16 de dezembro de 2018

2.ª Divisão (Zona Norte) - Época 1961/1962 - 2.ª volta

# 14.ª Jornada: TORREENSE, 1 - CALDAS, 1 (21 de Janeiro de 1962).

Na crónica do jornalista Augusto Silva, do Jornal "Mundo Desportivo", publicada na edição de 22 de Janeiro de 1962, titulava-se: "Resultado certo num encontro movimentado".

Campo das Covas, em Torres Vedras,

Árbitro: Pena da Silva, de Lisboa,

SPORT CLUBE UNIÃO TORREENSE: Pinheiro; Cacimbo, Humberto e Abílio; Bernardes e José da Costa; Bezerra, Aníbal, Carlos António, Narciso e Mendes. Treinador: Janos Hrotkó.

CALDAS SPORT CLUBE: Rita; Rogério, João Resende e Quim; Orlando e Vasco Oliveira; Lenine, Rui, Gonzalez, António Pedro e Cardoso. Treinador/Jogador: António Pedro.

Ao intervalo: 1-0.

Estavam decorridos 28 minutos de jogo quando os locais obtiveram o golo. Dentro da grande área dos visitantes, CARLOS ANTÓNIO elevou-se muito bem e, de cabeça, tocou o esférico para as malhas sem possibilidades de defesa para Rita.

Os visitantes estabeleceram a igualdade aos 17 minutos (62 minutos), VASCO OLIVEIRA, de posse do esférico, correu pelo centro do terreno. Ao seu encontro veio Humberto, que falhou a entrada do lance. Como o caminho da baliza completamente livre, o médio caldense nada mais teve que correr para lá, Pinheiro saiu, mas Vasco Oliveira, habilidosamente, rematou fora do seu alcance.


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "Mundo Desportivo"): Como era de prever, o sempre apreciado «derby» regional despertou uma onda de entusiasmo no enfraquecido interesse que esta época estão a demonstrar tanto os torrienses como os caldenses. Deste modo, houve toda aquela série de pequenos episódios que, dentro e fora do campo, costumam assinalar esta espécie de encontros. [No primeiro tempo] a equipa da casa, cheia de juventude, pareceu logo desde o início, disposta a dominar...A verdade é que, passados os primeiros minutos, os visitantes começaram a deparar cada vez com maiores dificuldades, não se adaptando de maneira alguma ao sistemático jogo alto que o adversário impunha...Durante muito tempo o Caldas foi uma equipa bastante desorganizada. Foi o período de brilhar a grande altura o seu defesa central João Resende, sempre uma barreira intransponível para os avançados de Torres Vedras. Demonstrando uma antevisão das jogadas verdadeiramente impressionante, não só mandou na sua zona como respondeu pela dos laterais, sempre que estes eram batidos…[No segundo tempo] os caldenses revelaram as suas intenções: foi na sistemática procura de um jogo organizado e rente ao solo capaz de envolver e enlear a defesa de Torres Vedras...António Pedro, no estilo discreto que a sua veterania ainda permite, passou a conduzir jogo a lançar passes em profundidade, a procurar meter o esférico nos espaços vazios…[dando origem ao golo aos 17 minutos, numa] finalização justa de uma série de jogadas bem concebidas daquelas em que tem tudo é músculo...O melhor jogador em campo, em plano superior mesmo, foi o cabo-verdiano João Resende…


# 15.ª Jornada: CALDAS, 0 - PENICHE, 2 (04 de Fevereiro de 1962).

Na crónica do jornalista Sousa Varela do Jornal "A Bola", publicada na edição de 05 de Fevereiro de 1962, titulava-se: "Quando os atacantes de atacantes só têm o nome".

Campo da Mata, nas Caldas da Rainha,

Árbitro: Manuel Paiva, de Lisboa,

CALDAS SPORT CLUBE: Rita (substituído por Vítor, aos 31 minutos); Rogério e Quim; Orlando, João Resende e António Pedro; Lenine, Rui, Gonzalez, Vasco Oliveira e Cardoso. Treinador/Jogador: António Pedro.

GRUPO DESPORTIVO DE PENICHE: Aurélio (ex: Caldas); Franco e Tito; Medeiros, Varela e Lídio; Rogério, Manuel Jorge, Rosário, Duarte e Correia Dias. Treinador: Ramon Ibãnez.

O resultado foi feito na primeira parte com golos de MANUEL JORGE, numa recarga a um remate de Duarte rechaçado por Rita e CORREIA DIAS, de grande penalidade, aos 31 e 33 minutos.


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "A Bola"): Iniciada a partida logo o Peniche, lançando-se para a frente com entusiasmo, conseguiu dois «cantos» quase seguidos, mas de cuja marcação nada resultou. Os jogadores de ambas as turmas acusavam grande nervosismo e as jogadas não se apresentavam ligadas, com muitos ressaltos de bola a provocar lances fortuitos mas por vezes perigosos...Na segunda parte, o Caldas fez alterações na equipa: João Resende passou para avançado-centro  e Faustino Gonzalez para defesa central. O jogo passou a ser disputado com mais equilíbrio mas não surgiram quaisquer oportunidades de golo às duas equipas.


# 16.ª Jornada: BOAVISTA, 2 - CALDAS, 0 (11 de Fevereiro de 1962).

Na crónica do jornalista Pereira Leite, do Jornal "A Bola", publicada na edição de 12 de Fevereiro de 1962, titulava-se: "Chicotada psicológica contra chicotada psicológica".

Campo Dr. Mascarenhas Júnior, no Porto,

Árbitro: Henrique Costa, de Aveiro,

BOAVISTA FUTEBOL CLUBE: Avelino (Rocha); Ribeiro e Pacheco; Jambane, Franco e Honório; Cipriano, Cabral, Germano, Rolando e Vieira. Treinador: Artur, em substituição de Bernabé Puertas Marco, mais conhecido por Berna.

CALDAS SPORT CLUBE: Vítor; João Resende e Rogério; Orlando, Gonzalez e Vasco Oliveira, Fernando Bispo, Mirita, Janita, Lenine e Cardoso. Treinador: Josef Fabian (um regresso ao clube), em substituição de António Pedro.

Resultado da primeira parte: 0-0.

Marcadores: 1-0, aos 55 minutos, por VIEIRA; 2-0, aos 58 minutos, por CABRAL.


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "A Bola"): Não correspondendo, inteiramente, ao que delas seria justo esperar, as equipas do Boavista e do Caldas substituíram, esta semana, os seus técnicos. Artur no Boavista e Fabian, no Caldas, foram as personalidades usadas para as chamada «chicotadas psicológicas», que se alguma virtude poderiam trazer às suas equipas, seria a de insuflarem confiança, a traduzir-se numa transcendente aplicação. Ora, ainda que não possamos ignorar a boa vontade de todos os elementos, que constituíram as duas equipas, a verdade é que não houve um único facto visível que caracterizasse ou identificasse o salvatério. Foi mesmo uma desilusão, quer nos aspectos técnico-tácticos, quer, ainda, no entusiasmo invulgar que a mudança de orientação sempre acarreta...O Caldas...desiludiu, até porque o adversário lhe entregou preciosos trunfos que não soube ou não ôde aproveitar, o principal dos quais foi o abandono do meio campo que o Caldas desprezou, em alarde de má visão táctica. O seu ataque, apenas uma vez, aos 38 minutos, teve ocasião de alcançar o golo, numa série de remates sempre rechaçados, aliás com muita dose de sorte para os defensores locais.


# 17.ª Jornada: CALDAS, 0 - SP. ESPINHO, 1 (18 de Fevereiro de 1962).

Na crónica do jornalista Sousa Varela, do Jornal "A Bola", publicada na edição de 19 de Fevereiro de 1962, titulava-se: "Como foi possível perder o jogo?".

Campo da Mata, em Caldas da Rainha,

Árbitro: António Teixeira, de Lisboa,

CALDAS SPORT CLUBE: Vítor; João Resende e Rogério; Orlando, Gonzalez e Vasco Oliveira; Fernando Bispo, Mirita, Janita, Lenine e Cardoso. Treinador: Josef Fabian.

SPORTING CLUBE DE ESPINHO: Arnaldo; Padrão e Alberto, Adriano, Valter e Alcobia; Pinhal e Laranjeira, David, Vladimiro e Bouçon. Treinador: ?

O único tento da partida foi marcado por DAVID, aos 26 minutos.


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "A Bola"): Como foi possível o Caldas perder o jogo com o Sporting de Espinho?. Esta interrogação estava na boca de todos os que assistiram á partida. A turma local, que já durante a primeira parte tinha exercido acentuado domínio, só a espaços cortado por contra-ataques dos forasteiros, foi, na segunda metade do encontro, senhora absoluta do terreno…[Mas ainda na primeira parte] e contra a corrente do jogo surgiu o único golo da partida: avançada de Vladimiro pela esquerda e remate sesgado, a que Vítor só se pôde opor com uma palmada na bola; este descaiu para o lado direito onde estava David, isolado, e que não teve dificuldade em marcar. Na segunda parte, a feição da partida não se modificou. Aos 11 minutos, no entanto, os forasteiros quase viram aumentada a sua vantagem: João Resende, ao tentar passar a Vítor, lançou a bola contra o poste ficando esta a saltitar perto da linha de golo. Valeu a entrada de Faustino [Gonzalez] que conseguiu afastar o esférico.


# 18.ª Jornada: SANJOANENSE, 2 - CALDAS, 0 (04 de Março de 1962).

Na edição de 05 de Março de 1962, do Jornal "A Bola", titulava-se: "Tardou a confirmação".

Campo Conde Dias Garcia, em São João da Madeira,

Árbitro: Armando Faria, do Porto,

ASSOCIAÇÃO DESPORTIVA SANJOANENSE: Ramiro; Carlos e Almeida; Calhau, Alvarez e Gaspar; Gonçalvez, Lima, Augusto Baptista, Gomes e Grilo. Treinador: Daniel Duarte Silva.

CALDAS SPORT CLUBE: Vítor; João Resende e Rogério; Carapinha, Gonzalez e Vasco Oliveira, Fernando Bispo, Orlando, Janita, Lenine e Cardoso. Treinador: Josef Fabian.

Ao intervalo: 0-0. 

Marcadores: AUGUSTO BAPTISTA e GRILO, respectivamente, aos 67 e 87 minutos.


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "A Bola"): Exactamente como se refere no título, tardou a confirmação da superioridade, sobretudo do ponto de vista territorial, tomando como tal expressão a sua flagrante insistência sobre a grande área defendida pelos caldenses. E tardou a concretizar-se essa superioridade, porque até aos derradeiros minutos, se admitiu sempre a hipótese de o Caldas num contra ataque...conseguir a igualdade.


# 19.ª Jornada: CALDAS, 0 - BENFICA E CASTELO BRANCO, 2 (11 de Março de 1962).

Na edição de 12 de Março de 1962, do Jornal "Mundo Desportivo", titulava-se: "A defesa albicastrense garantiu uma vitória afortunada".

Campo da Mata, em Caldas da Rainha,

Arbitro: Mário Vidreiro, de Lisboa,

CALDAS SPORT CLUBE: Vítor; João Resende, Vasco Oliveira, Gonzalez; Rogério e Orlando; Janita, Carapinha, Fernando Bispo, Lenine e Cardoso. Treinador: Josef Fabian.

SPORT BENFICA E CASTELO BRANCO: Carujo; Ângelo, H. Silva e Inácio; Wilson e Bruno I; Mateus, Ramos, Lagarto, Bruno II e Cunha Velho. Treinador: ?.

Na primeira parte 0-1.

Aos 18 minutos por LAGARTO, na conclusão de uma iniciativa do extremo Cunha Velho, que centrou bem para Rogério falhar e o n.º 9 beirão não deixa fugir o claro ensejo.

Aos 70 minutos, a fortuna favoreceu os visitantes e com ela foi possível o 2.º golo, a definir posições. Um livre batido por Wilson parecia ir proporcionar defesa fácil de Vítor quando JOÃO RESENDE, interpondo-se no lance, marcou nas próprias redes.


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "Mundo Desportivo"): O Caldas, com um novo arranjo nas suas linhas atrasadas, começou o desafio em boa cadência, perdendo Fernando Bispo, logo nos primeiros instantes da pugna, magnífica ocasião de marcar. Os visitantes aparentando maior robustez e desembaraço, foram assentando o eu jogo e não há dúvida que o facto de não ter tardado o 1-0 ajudou-os muito...O Castelo Branco jogou bem em contra ataque e quando o 1-1, se esperava a meio da 2.ª parte, veio o afortunado golo da confirmação, a fazer descoroçar os caldenses, garantindo aos «encarnados» os desejados 2 pontos...O Caldas «lanterna-vermelha», foi infeliz quando se lhe negara umas tantas oportunidades para o 1-1. A inoperância do ataque, mal antigo, foi notória.


# 20.ª Jornada: SERNACHE, 0 - CALDAS, 1 (18 de Março de 1962).

Na edição de 18 de Março de 1962, do Jornal "Mundo Desportivo", titulava-se: "A equipa visitante foi sempre superior".

Campo Nuno Álvares, em Sernache,

Árbitro: José Calado, de Santarém,

GRUPO DESPORTIVO VITÓRIA DE SERNACHE: Vítor; Rocha, Manuel Costa e Isaac; Artur e Matiota; Duarte, Midões, Herculano, Salvado e Jerónimo. Treinador: Diogo.

CALDAS SPORT CLUBE: Rita; João Resende, Gonzalez e Quim, Orlando e Vasco Oliveira, Rogério, Pinto da Rocha, Mirita, Janita e Cardoso. Treinador: Josef Fabian.

O único tento da partida foi obtido por JANITA, aos dez minutos da primeira parte.


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "Mundo Desportivo"): A equipa visitante, mais experiente e com melhor conjunto, patenteou bem esses predicados ao longo de toda a partida. Sem ter realizado exibição de vulto...jogou o suficiente para se impor a um adversário em dia de má inspiração.


# 21.ª Jornada: CALDAS, 2 - VILA REAL, 0 (01 de Abril de 1962).

Na crónica do jornalista Matos Serras, do Jornal "Mundo Desportivo", publicada na edição de 02 de Abril de 1962, titulava-se: "E foram muitos golos para avançados que não rematam".

Campo da Mata, nas Caldas da Rainha,

Árbitro: António Calheiros, de Lisboa,

CALDAS SPORT CLUBE: Rita; Rogério, João Resende e Quim; Vasco Oliveira e Orlando; Bispo, Mirita, Tomé, António Pedro e Cardoso. Treinador: Josef Fabian.

SPORT CLUBE VILA REAL: Vítor; Quim, Platas e Morais; Padilha e Bibelino, Amaral II, Abílio, Santos, Albano e Amaral I. Treinador: José João.

Os locais abriram o activo aos 19 minutos da primeira parte. O tento resultou de uma falta de serenidade dos defensores vila-realenses, que deixaram a sua baliza desguarnecida, permitindo assim que MIRITA, á vontade acorresse a receber um centro de Tomé e se antecipasse ao guarda-redes.

O golo que trouxe a tranquilidade aos vencedores só apareceu a escassos 5 minutos do final. Um remate de Mirita embateu no poste e do lance nasceu um «canto», que o mesmo jogador apontou. A bola foi repelida, mas, de longe, ORLANDO tentou a sua sorte e foi feliz, batendo Vítor, com certas culpas para este.


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "Mundo Desportivo"): A explicação cabal da modesta posição conhecida pelo Caldas e Vila Real ficou bem expressa no padrão verificado nesta partida. Realmente quer visitados quer visitantes mostraram uma confrangedora ausência de remate, levando 90 minutos sem...qualquer delas, desferir meia dúzia de remates dignos desse nome...Foi, na verdade, um jogo disputado com uma vivacidade enorme, sem desânimo, antes com a incerteza do resultado a criar um clima de expectativa febricitante.


# 22.ª Jornada: CALDAS, 2 - FEIRENSE, 1 (08 de Abril de 1962).

Na crónica do jornalista Santos Costa, do Jornal "Mundo Desportivo", publicada na edição de 09 de Abril de 1962, titulava-se: "Modesta exibição do «leader» da prova nortenha".

Campo da Mata, em Caldas da Rainha,

Árbitro: Rogério de Melo Paiva, de Lisboa,

CALDAS SPORT CLUBE: Rita; Rogério, João Resende e Quim; Vasco Oliveira e Orlando; Lenine, Mirita, Janita, Tomé e Cardoso. Treinador: Josef Fabian.

CLUBE DESPORTIVO FEIRENSE: Martin; Dinis, Campanhã e Oliveira; Lopes e Ernesto; Raimundo, Brandão, Rui Maia, Ramalho e Eduardo. Treinador: Rui de Araújo.

Aos 26 minutos, um desentendimento entre João Resende e Rita, foi muito bem aproveitado por BRANDÃO para abrir o activo a favor do Feirense.

Aos 36 minutos, JANITA marcou, de cabeça, o golo do empate depois de receber a bola de Vasco Oliveira.

No segundo tempo, aos 11 minutos (56 minutos), JANITA aproveitou muito bem um falhanço de Campanhã, para marcar o segundo golo do Caldas.

INCIDÊNCIA DO JOGO: Aos 36 minutos, Dinis carregou irregularmente Cardoso dentro da área de rigor, tendo o árbitro assinalado «penalty», que marcado por João Resende, foi muito bem defendido por Martin.


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "Mundo Desportivo"): O jogo aguardado com interesse desiludiu por completo todos os que esperavam ver o grupo visitante, «leader» da Zona Norte praticar um futebol de razoável categoria. Afinal, algum bom futebol que se viu foi por parte dos caldenses, que devem ter realizado  melhor exibição da época no Campo da Mata. Todos os seus sectores funcionaram como se fossem uma única peça. No entanto, houve três jogadores que se salientaram: Lenine, que embora com o número sete nas costas, fez todo o jogo no lugar de interior-esquerdo, com a missão de «armador», sendo o melhor jogador em campo; Rita com um punhado de boas defesas a dar confiança à equipa, e Vasco Oliveira.


# 23.ª Jornada: MARINHENSE, 3 - CALDAS, 1 (15 de Abril de 1962).

Na crónica do jornalista António Garrido (seria futuramente um árbitro internacional, que esteve presente em dois Mundiais consecutivos, o de 1978, na Argentina e o de 1982, em Espanha), do Jornal "Mundo Desportivo", publicada na edição de 16 de Abril de 1962, titulava-se: "Tarefa árdua coroada com um triunfo justo".

Campo da Portela, na Marinha Grande,

Árbitro: Renato Santos, de Coimbra,

ATLÉTICO CLUBE MARINHENSE: Serrano; Artur, Zeca e Pinho; Vaz e Reis, Isidro, Garcia, Coutinho, Guilherme e Cafum. Treinador: Mário Imbelloni.

CALDAS SPORT CLUBE: Rita; Vasco Oliveira, João Resende e Quim, António Pedro e Orlando, Lenine, Tomé, Janita, Mirita e Cardoso. Treinador: Josef Fabian.

O primeiro golo surgiu, aos 43 minutos, por GARCIA, de cabeça, na sequência de um canto, apontado por Isidro.

Aos 47 minutos, o caldense MIRITA apontou o golo do empate.

2-1. Num centro de Garcia, o guarda-redes Rita não interceptou e VAZ não perdoou á boca das redes.

3-1. Aos 87 minutos, depois de uma boa simulação e Garcia e COUTINHO na passada atirou forte e colocado.


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "Mundo Desportivo"): Os locais em excelente posição para discutirem o primeiro lugar da sua zona tiveram neste jogo com o Caldas tarefa difícil...Tentaram os marinhenses, logo nos primeiros minutos, fazer o resultado, começando a «todo o gás», mas os visitantes, com uma defesa bem escalonada, impediam que eles concretizassem em golos...Em contrapartida as respostas dos caldenses punham a defesa da casa em sobressalto, devido ás constantes trocas de bolas feitas pelos avançados...Impressionaram agradavelmente os caldenses, o eu nos leva a pensar que a sua classificação não é compatível com o seu real valor. Formam uma equipa experiente, com uma defesa rude, onde existe entreajuda, e um ataque habilidoso que apenas peca por não rematar.


# 24.ª Jornada: CALDAS, 1 - OLIVEIRENSE, 1 (13 de Maio de 1962).

Na crónica do jornalista Santos Costa, do Jornal "Mundo Desportivo", publicada na edição de 14 de Maio de 1962, titulava-se: "A defesa visitante actuou com inteligência".

Campo da Mata, em Caldas da Rainha,

Árbitro: Aníbal Oliveira, de Lisboa,

CALDAS SPORT CLUBE: Vítor; Rogério e Quim; António Pedro, João Resende e Orlando, Lenine, Mirita, Janita, Tomé e Cardoso. Treinador: Josef Fabian.

UNIÃO DESPORTIVA OLIVEIRENSE: Ferdinando; Branca e Armindo; André, Pinho II e Costa; Vaz, Pires, Amandio, Celso e Martins. Treinador: Alexandre Peics.

Aos 43 minutos, JANITA, depois de receber um passe de Cardoso, fez passar o esférico por cima de Ferdinando, obtendo assim o primeiro golo do desafio.

Aos 60 minutos, AMANDIO, na sequência de um canto estabeleceu o empate.


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "Mundo Desportivo"): Coube ao Caldas a escolha do campo e assim...principiou o jogo a favor do vento, que soprava bastante forte. Beneficiando desta circunstância o Caldas lançou-se deliberadamente ao ataque mas no entanto os seus avançados não conseguiram romper a boa organizada defesa visitante...No segundo tempo, com o vento a seu favor e com um golo de desvantagem, a Oliveirense aventurou-se mais ao ataque…[obtendo o empate]...A partir deste momento a Oliveirense fez recuar os seus interiores com nítida intenção de segurar o resultado. Ao ver a sua situação em perigo toda a turma da «casa» e lançou ao ataque, mas a defesa de Oliveira de Azeméis, agora reforçada com os seus médios, chegou para anular todas as situações de perigo. Notou-se na equipa da casa o efeito pernicioso da interrupção do campeonato, porquanto nos últimos jogos realizados antes desta forçada paragem notava-se nítida melhoria em todos os seus elementos.


25.ª Jornada: SP. BRAGA, 7 - CALDAS, 0 (20 de Maio de 1962).

Na edição de 21 de Maio de 1962, o Jornal "Mundo Desportivo", titulava: "A boa exibição de Rita evitou maior revés dos visitantes".

Estádio 28 de Maio, em Braga,

Árbitro: Clemente Henriques, do Porto,

SPORTING CLUBE DE BRAGA: Vítor; Antunes, Narciso e José Maria, Armando e Portugal; Palmeira, Bártolo, Rafael, Carlos e Teixeira. Treinador: Manuel Palmeira.

CALDAS SPORT CLUBE: Rita (Vítor); Rogério, João Resende e Quim, António Pedro e Gonzalez; Pinto da Rocha, Orlando, Janita, Lenine e Cardoso. Treinador: Josef Fabian.

Aos 12 minutos, Teixeira foi solicitado em profundidade por Bártolo, que centrou em boa conta e Rita...socou a bola para perto, possibilitando desta maneira que ARMANDO obtivesse o primeiro golo.

2-0. Aos 31 minutos, Caldeira serviu RAFAEL em boas condições e este, acercando-se da baliza contrária, desferiu potente remate tornando impossível a Rita a sua defesa.

3-0. Aos 40 minutos, TEIXEIRA recebeu a bola do seu meio-campo, driblou, em grande velocidade, os adversários que se lhe opuseram e, ainda e fora da área, rematou imparavelmente o terceiro golo.

Aos 61 minutos, TEIXEIRA fez o 4-0 ao aproveitar da melhor maneira um ressalto de bola por defesa incompleta de Rita, a pontapé violento de Palmeira.

Aos 72 minutos, Rafael serviu PALMEIRA, este bateu em corrida o defesa que o marcava e quando Rita saiu ao seu encontro fintou-o com maior mestria e atirou para as balizas desertas, fazendo o 5-0.

6-0. Aos 79 minutos, novamente PALMEIRA, a solicitação e Carlos marcou o seu sexto golo.

7-0, pelo defesa JOSÉ MARIA adiantado no terreno driblou dois adversários, aplicando um remate rasteiro a um canto e tornando infrutífera a estirada de Vítor.


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "Mundo Desportivo"): No Caldas, Rita foi a grande figura e sem dúvida o mais saliente jogador em campo. Não teve a mínima culpa nos golos que sofreu e evitou outros com excelentes intervenções. A defesa, por sua vez, não mostrou grande segurança…


26.ª Jornada: CALDAS, 5 - VIANENSE, 0 (27 de Maio de 1962).

Na crónica do jornalista Santos Costa, do jornal "Mundo Desportivo", publicada na edição de 28 de Maio de 1962, titulava-se: "Contra a força não há resistência".

Campo da Mata, nas Caldas da Rainha,

Árbitro: Salvador Garcia,

CALDAS SPORT CLUBE: Rita (Vítor), Rogério e Quim, António Pedro, João Resende e Orlando; Pinto da Rocha, Mirita, Janita, Lenine e Cardoso. Treinador: Josef Fabian.

SPORT CLUBE VIANENSE: Desidério (depois Henrique); Ramos e Soares; Pinho, Domingos e Gerardo; Palhares, Pepe, Amaral, Passos e Quintino. Treinador: Eduardo Melo.

1-0. Aos 2 minutos, JANITA aproveitou bem uma defesa para perto e Desidério para efectuar a recarga vitoriosa.

Aos 11 minutos, CARDOSO elevou para 2-0 num bom lance individual.

Aos 17 minutos, novamente, CARDOSO, á entrada da grande área, desferiu potente remate e com ele surgiu o 3.º golo dos locais.

Aos 61 minutos, JANITA fez o 4-0.

Aos 71 minutos, novamente, JANITA fixou a marca em 5-0.


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "Mundo Desportivo"): A equipa caldense necessitava de vencer este jogo para evitar a sua descida automática. E não há dúvida eu ao entrar no rectângulo todos os jogadores iam compenetrados da responsabilidade que iam assumir...No Caldas todos os seus jogadores cumpriram bem a missão que lhes tinha sido incumbido, não havendo por isso a salientar este ou aquele jogador.


FIM DA SEGUNDA VOLTA E DA ÉPOCA 1961/1962.

sábado, 22 de setembro de 2018

Taça de Portugal 1961/1962

1.ª ELIMINATÓRIA: 

# 1.ª MÃO: CALDAS, 3 - BENFICA, 5 (26 de Novembro de 1961).

Na crónica do jornalista José Valente, do Jornal "Mundo Desportivo", publicada na edição de 27 de Novembro de 1961, titulava-se: "Os «relâmpagos» de Simões «cegaram» a defesa adversária...Muitos golos e despique agradável".

Campo da Mata, nas Caldas da Rainha,

Árbitro: Ferreira dos Santos, de Coimbra,

CALDAS SPORT CLUBE: Rita; Rogério; João Resende e Quim; Orlando e Vasco Oliveira; Janita, Mirita, Fernando Bispo, António Pedro e Lenine. Treinador/Jogador: António Pedro.

SPORT LISBOA E BENFICA: Barroca; Serra, Saraiva e Mario João; Fonseca e Espirito Santo; António Simões, Calado, José Torres, Mendes e Angeja. Treinador: Bélla Guttmann (Húngaro).

Na primeira parte: 1-4, golos de MIRITA (2 minutos); CALADO (8 minutos); TORRES (14 minutos) e SIMÕES (2 golos) aos 27 e 40 minutos. No segundo tempo, 2-1, tentos de JANITA (48 minutos); CALADO E MIRITA (86 minutos).


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "Mundo Desportivo"): Quando o ponteiro do relógio não tinha atingido ainda os dois minutos do jogo e o Caldas detinha já no marcador a vantagem de 1-0, perpassou pelo Campo da Mata a ideia de que o Benfica iria pagar com a «ousadia» de mandar às Caldas da Rainha uma equipa secundária. A propósito disto, ouviram-se até nas bancadas dichotes mais ou menos contundentes, pouco abonatórios da categoria dos campeões europeus, aludindo a que se o Caldas conseguisse uma vitória no jogo ontem, esse êxito teria maior repercussão internacional do que o próprio empate (1-1) recentemente obtido pelo Benfica no Campo do Barcelona...O golo inicial dos caldenses (um golo excelente do habilidoso MIRITA)…[numa] solicitação magnifica de António Pedro colocou Mirita no caminho aberto para a baliza de Barroca, totalmente desamparado pelos seus defesas, todos eles batidos pela rapidez do passe e pela codícia do rematador, o qual apareceu isolado em frente do guardião benfiquista, passando-lhe a bola por cima dos braços, num vistoso remate desferido ainda longe das redes. Este galvanizou o grupo local e pôs a cabeça em fogo aos seus apaniguados. E durante cinco ou seis minutos viu-se o Caldas carregando em fúria sobre a grande área dos benfiquistas, empurrando os para o seu meio campo, com toda a defesa local a actuar quase sobre a linha do meio do terreno...Mas num repente, tudo se voltou...A rapidez do Benfica amoleceu o Caldas...Aliás os cinco tentos marcados e quase outros falhados por uma unha negra, comprovam bem que os dianteiros encarnados ontem presentes nas Caldas andam mortinhos por conquistarem lugares no ataque «europeu». Simões muito brilhante com a bola nos pés foi avançado mais em foco...Uma nota final quanto ao Caldas: a equipa, tirando a pouca rapidez da defesa e as deficiências de preparo físico (muito visíveis na segunda parte) parece estar globalmente ao mesmo nível de quando actuou na primeira divisão. As actuais insuficiências são consequência natural do andamento do campeonato de segunda divisão.


# 2.ª MÃO: BENFICA, 11 - CALDAS, 0 (31 de Dezembro de 1961).

Na crónica do célebre jornalista Vítor Santos, do Jornal "A Bola", publicada na edição de 01 de Janeiro de 1962, titulava-se: "«Loiça partida» naturalmente...Ver Germano depois de uma longa ausência (tinha sido operado ao menisco) já chegava…".

Estádio da Luz, em Lisboa,

Árbitro: Manuel Fragata, de Setúbal,

SPORT LISBOA E BENFICA: Costa Pereira; Mário João e Ângelo; Neto, Germano e Fernando Cruz; António Simões, Santana, José Torres, Mário Coluna (capitão) e Domiciano Cávem. Treinador: Bélla Guttmann.

CALDAS SPORT CLUBE: Vítor; Ulisses e Vasco Oliveira; João Resende, Quim e Rogério, Carapinha, Mirita, Fernando Bispo, António Pedro (capitão) e Cardoso. Treinador/Jogador: António Pedro.

Ao intervalo: 4-0.

7 minutos, 1-0 - JOSÉ TORRES; 9 minutos, 2-0 - GERMANO; 18 minutos, 3-0- SANTANA e 24 minutos, 4-0 - CÁVEM.

Na segunda parte: 7-0.

53 minutos, 5-0 - CÁVEM; 66 minutos, 6-0 - TORRES; 73 minutos, 7-0 - TORRES; 76 minutos, 8-0 - SIMÕES; 81 minutos, 9-0 - SANTANA; 82 minutos, 10-0 - CÁVEM e 89 minutos, 11-0 - CÁVEM.


CRÓNICA DO JOGO (Jornal "A Bola"): … Um jogo entre o campeão europeu e a animosa mas naturalmente «tosca» equipa do Caldas, tinha, forçosamente o interesse de um treino. Por tudo e até porque na partida da primeira «mão», nas Caldas, bastara uma «reserva» do Benfica para garantir um resultado favorável, com dois golos de vantagem (5-3). Porque se juntaram, apesar disso, umas 7 000 pessoas na Luz, numa tarde fria e chuvosa, de último dia de ano, naturalmente mais convidativa ao convívio familiar à lareira e de pantufas?...Ver o Germano...Só isso...Sem  a emulação do resultado nem grandes ganas de ver o Caldas…[Porque] um jogo de 11-0 está tudo dito.


Como vimos o Caldas Sport Clube foi eliminado, logo na 1.ª Eliminatória, pelo futuro Bicampeão europeu, Sport Lisboa e Benfica, que também ganharia, nesta época, de 1961/1962, a Taça de Portugal, derrotando na final, no Estádio do Jamor, a 1 de Julho de 1962, o Vitória de Setúbal, com o resultado de 3-0.